Topázio rebate Padre Júlio e revela o que moradores de rua fazem com o ‘Bolsa Família’

O embate em Florianópolis (SC) sobre a restrição da distribuição de marmitas para moradores de rua ganhou contornos ideológicos. De um lado, o prefeito Topázio Neto (PSD) defende que a medida organiza a assistência social e impede que a população em situação de rua permaneça refém da dependência. Do outro, o Padre Júlio Lancellotti e políticos ligados ao PT acusam a prefeitura de promover “guerra contra os pobres”.




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Padre Júlio, conhecido nacionalmente por seu trabalho em São Paulo, se juntou ao deputado estadual Padre Pedro Baldissera (PT), ao ex-vereador Vanderlei Farias (PT), ao vereador Bruno Ziliotto (PT) e à direção municipal do partido para assinar uma ação popular que tenta derrubar o decreto nº 28.550/2025. A medida, chamada Marmita Legal, estabelece que a distribuição de alimentos deve ser feita apenas por entidades cadastradas na Fundação Somar Floripa, aprovadas pela prefeitura e pela Vigilância Sanitária, em pontos oficiais como a Passarela da Cidadania.

A ação argumenta que o decreto é inconstitucional e fere direitos fundamentais. A Justiça, no entanto, negou o pedido de urgência e deu prazo para a Prefeitura se manifestar, mantendo o decreto em vigor.

Nas redes sociais, Topázio rebateu os ataques. Ele disse que a proposta da esquerda apenas mantém as pessoas presas à rua, sem estímulo para buscar trabalho ou atendimento social. “Quando a comida é entregue de forma desorganizada, nas esquinas, isso não resolve o problema. Pelo contrário: só retroalimenta a permanência nas ruas”, afirmou.

O prefeito ainda expôs a forma como parte da população em situação de rua usa benefícios como o Bolsa Família, apontando que o recurso é convertido em drogas e álcool. Para ele, a política assistencial precisa ser acompanhada de organização, acompanhamento social e oportunidades de reinserção. “A boa intenção de quem doa é legítima, mas precisamos encarar a realidade: não é distribuindo marmita em qualquer lugar que vamos resolver o problema”, disse.

Enquanto a Prefeitura defende um modelo centralizado e fiscalizado, com foco em segurança alimentar e reinserção social, a esquerda, liderada por Lancellotti e pelo PT, acusa a gestão municipal de perseguição. A narrativa de “guerra contra os pobres” busca desgastar o prefeito, mas o decreto segue em vigor e fiscalizado pela Guarda Municipal.

A disputa, que começou em torno de marmitas, escancarou a diferença de visões: de um lado, a gestão municipal propondo ordem, higiene e políticas de longo prazo; do outro, a esquerda apostando no discurso de emergência e acusando a gestão de insensibilidade.



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