Deltan dá ‘aula de direito penal’ a Marco Villa sobre condenação de Bolsonaro

Durante um debate na Jovem Pan, o historiador Marco Antonio Villa e o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol discutiram a condenação de Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Dallagnol afirmou que “excessos e abusos têm consequências” e criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em casos envolvendo outros condenados, como Cristiane Angélica e Lucimário Benedito.

“O Supremo Tribunal Federal violou a Constituição e a lei. Aquelas pessoas que praticaram qualquer crime de dano, de violência, de destruição do patrimônio público, têm que ser responsabilizadas, mas de acordo com a lei, de acordo com a Constituição”, disse o ex-procurador.

Dallagnol explicou que, segundo o direito penal democrático, a cogitação ou preparação de um crime não é punível. “Primeiro ponto, cogitação. Pode ser punido? Não. Segundo ponto, preparação. A pessoa faz ações, escreve na agenda, planeja… ainda assim não pode ser punida. Isso é para todo mundo, Bolsonaro, Lula ou qualquer cidadão. É o desenvolvimento do direito penal ao longo de 200 anos”, destacou. Ele reforçou que apenas a execução de atos que configuram violência ou grave ameaça caracteriza crime passível de condenação.

O debate também abordou a diferença entre punição moral e legal. “Não é o que você ou eu achamos moralmente condenável. Estamos tratando se ele deve ser condenado pela lei que temos hoje, feita pelo Congresso Nacional, com a legitimidade que a Constituição deu ao Legislativo”, explicou Dallagnol. Segundo ele, não houve atos de execução por parte de Bolsonaro que pudessem enquadrá-lo legalmente nos crimes atribuídos.

Marco Antonio Villa participou da discussão concordando com a necessidade de aplicar a lei de forma uniforme, mas sem deixar de lado o contexto político.

A conversa destacou a importância de respeitar princípios do direito penal e processo legal, mesmo em casos de grande repercussão pública. Dallagnol concluiu: “Bolsonaro não avançou porque não quis. Só se punirá aquilo que a lei descreve como crime, garantindo ordem e segurança jurídica para todos”.

 

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Durante um debate na Jovem Pan, o historiador Marco Antonio Villa e o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol discutiram a condenação de Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Dallagnol afirmou que “excessos e abusos têm consequências” e criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em casos envolvendo outros condenados, como Cristiane Angélica e Lucimário Benedito.

“O Supremo Tribunal Federal violou a Constituição e a lei. Aquelas pessoas que praticaram qualquer crime de dano, de violência, de destruição do patrimônio público, têm que ser responsabilizadas, mas de acordo com a lei, de acordo com a Constituição”, disse o ex-procurador.

Dallagnol explicou que, segundo o direito penal democrático, a cogitação ou preparação de um crime não é punível. “Primeiro ponto, cogitação. Pode ser punido? Não. Segundo ponto, preparação. A pessoa faz ações, escreve na agenda, planeja… ainda assim não pode ser punida. Isso é para todo mundo, Bolsonaro, Lula ou qualquer cidadão. É o desenvolvimento do direito penal ao longo de 200 anos”, destacou. Ele reforçou que apenas a execução de atos que configuram violência ou grave ameaça caracteriza crime passível de condenação.

O debate também abordou a diferença entre punição moral e legal. “Não é o que você ou eu achamos moralmente condenável. Estamos tratando se ele deve ser condenado pela lei que temos hoje, feita pelo Congresso Nacional, com a legitimidade que a Constituição deu ao Legislativo”, explicou Dallagnol. Segundo ele, não houve atos de execução por parte de Bolsonaro que pudessem enquadrá-lo legalmente nos crimes atribuídos.

Marco Antonio Villa participou da discussão concordando com a necessidade de aplicar a lei de forma uniforme, mas sem deixar de lado o contexto político.

A conversa destacou a importância de respeitar princípios do direito penal e processo legal, mesmo em casos de grande repercussão pública. Dallagnol concluiu: “Bolsonaro não avançou porque não quis. Só se punirá aquilo que a lei descreve como crime, garantindo ordem e segurança jurídica para todos”.

 

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