A deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) afirmou durante agenda em Concórdia, no Oeste catarinense, que “avalia alternativas” e “não descarta deixar o Partido Liberal (PL)” caso sua candidatura ao Senado não seja confirmada pela legenda nas eleições de 2026. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Atual FM, durante evento na prefeitura do município.
Clique e receba notícias do Jornal Razão em seu WhatsApp: Entrar no grupo
De Toni iniciou a agenda com um encontro com o prefeito Edilson Massocco (PL) e fez a entrega simbólica de uma emenda de R$ 1 milhão destinada à saúde municipal. Na ocasião, elogiou o trabalho da administração local. “É uma alegria poder contribuir para o governo do município, que tem aprovação excelente e está trazendo mais de R$ 100 milhões em obras para Concórdia”, afirmou a parlamentar.
Durante a entrevista, Caroline também falou sobre suas pretensões políticas e reafirmou o plano de disputar o Senado. “Estamos focados nesse propósito e confiantes de que dará certo. Além disso, é fruto de uma construção que vivemos há muito tempo”, declarou. Em seguida, complementou que poderá repensar sua permanência no PL caso o partido não confirme sua candidatura — o que foi relatado pela Rádio Atual FM no trecho: “a deputada afirmou que avalia alternativas e não descarta deixar a sigla caso o partido não confirme sua candidatura ao Senado nas eleições de 2026.”
A deputada também comentou sobre Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre agenda política em Santa Catarina. “Ele realmente quer vir morar no Estado e, além disso, tem se esforçado para conhecer melhor a região. Todo cidadão tem o direito de se candidatar, e o povo escolherá seus representantes”, afirmou.
Carlos Bolsonaro, que é vereador no Rio de Janeiro, tem acompanhado eventos no Oeste catarinense desde o fim de semana. Ele participou de reuniões em Herval d’Oeste e Treze Tílias, e ao citar Caroline De Toni, declarou: “Sem dúvida nenhuma, pessoa que mais representa o sentimento nacional do conservadorismo no Congresso Nacional, e certamente dará voos maiores como senadora aqui em Santa Catarina.”
A fala de Carlos diverge da estratégia nacional do PL, que — segundo o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto — pretende lançar Esperidião Amin (PP) para uma das duas vagas de Santa Catarina no Senado.
Em 2026, os eleitores catarinenses escolherão duas cadeiras para o Senado Federal. A movimentação do grupo bolsonarista faz parte de uma estratégia nacional do ex-presidente Jair Bolsonaro para fortalecer a bancada conservadora e ampliar o poder político sobre o Supremo Tribunal Federal (STF).
Encerrando a entrevista, Caroline afirmou que continuará priorizando os investimentos em Santa Catarina. “Destino grande parte das minhas emendas ao Estado. Quero valorizar nossas raízes, estradas, saúde e educação”, disse.
