
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, protocolou nesta quarta-feira (29) um pedido de abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e o afastamento cautelar do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
A solicitação ocorre após a megaoperação conjunta das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, contra o tráfico.
Na representação encaminhada ao STF, o parlamentar pede a investigação de homicídio doloso (com dolo eventual), corrupção passiva, prevaricação, abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
A operação, que envolveu cerca de 2.500 agentes das forças estaduais de segurança, foi resultado de mais de um ano de investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SESP), o principal objetivo era conter a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes e lideranças da facção criminosa.
No mesmo documento, Lindbergh também faz menção à Operação Cadeia de Carbono, deflagrada pela Receita Federal para apurar irregularidades na importação e comercialização de combustíveis. Ele acusa o governo de Cláudio Castro de proteger “criminosos ligados à Refit”, refinaria fechada em setembro por ordem judicial.
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“Em vez de apoiar a atuação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Polícia Federal, o governo fluminense, por meio da Procuradoria-Geral do Estado, ajuizou ação para reabrir a Refit”, afirmou o deputado em nota.
A Refit, localizada em Manguinhos, na zona norte do Rio, teve suas atividades interditadas após a Operação Carbono Oculto, uma ramificação da investigação principal. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o caso envolveu “a maior apreensão de carga da história da Receita Federal, com 200 milhões de litros de combustíveis apreendidos”.
Ainda nesta quarta-feira, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, anulou a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) que havia permitido a reabertura da Refit na segunda-feira (27).
Com a decisão do STJ, segue válida a suspensão das operações da refinaria, que continuará interditada enquanto prosseguem as investigações da Operação Cadeia de Carbono.
O caso adiciona nova pressão política sobre o governo de Cláudio Castro, que enfrenta uma onda de críticas pela letalidade da operação policial e agora também por suspeitas de interferência em investigações federais envolvendo o setor de combustíveis. (Foto: Ag. Câmara; Fonte: CNN)
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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, protocolou nesta quarta-feira (29) um pedido de abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e o afastamento cautelar do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
A solicitação ocorre após a megaoperação conjunta das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, contra o tráfico.
Na representação encaminhada ao STF, o parlamentar pede a investigação de homicídio doloso (com dolo eventual), corrupção passiva, prevaricação, abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
A operação, que envolveu cerca de 2.500 agentes das forças estaduais de segurança, foi resultado de mais de um ano de investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SESP), o principal objetivo era conter a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes e lideranças da facção criminosa.
No mesmo documento, Lindbergh também faz menção à Operação Cadeia de Carbono, deflagrada pela Receita Federal para apurar irregularidades na importação e comercialização de combustíveis. Ele acusa o governo de Cláudio Castro de proteger “criminosos ligados à Refit”, refinaria fechada em setembro por ordem judicial.
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A Refit, localizada em Manguinhos, na zona norte do Rio, teve suas atividades interditadas após a Operação Carbono Oculto, uma ramificação da investigação principal. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o caso envolveu “a maior apreensão de carga da história da Receita Federal, com 200 milhões de litros de combustíveis apreendidos”.
Ainda nesta quarta-feira, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, anulou a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) que havia permitido a reabertura da Refit na segunda-feira (27).
Com a decisão do STJ, segue válida a suspensão das operações da refinaria, que continuará interditada enquanto prosseguem as investigações da Operação Cadeia de Carbono.
O caso adiciona nova pressão política sobre o governo de Cláudio Castro, que enfrenta uma onda de críticas pela letalidade da operação policial e agora também por suspeitas de interferência em investigações federais envolvendo o setor de combustíveis. (Foto: Ag. Câmara; Fonte: CNN)
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