

O deputado Glauber Braga se apresentou como pré-candidato do PSOL ao governo do Rio de Janeiro. A movimentação, porém, encontrou resistência no diretório estadual, onde lideranças têm indicado o nome do vereador William Siri como opção mais alinhada à estratégia do partido neste ciclo. As informações são do PlatôBr.
O cálculo é simples e pragmático: a direção não quer lançar ao Executivo estadual quadros que possam perder mandato ou reduzir a presença da sigla no Legislativo em 2026. Por isso, há freio a nomes como Glauber Braga, que deixaria a Câmara para concorrer, e à deputada estadual Renata Souza, avaliada como competitiva para manter cadeira.
Nos bastidores, a prioridade do PSOL é marcar posição contra Eduardo Paes e o campo bolsonarista, mantendo a legenda em evidência sem sacrificar capital parlamentar. “A candidatura própria é estratégica para o debate do projeto de cidade e Estado, mas sem custo de mandatos”, resumem dirigentes do partido — lideranças do PSOL-RJ.
A situação de Glauber Braga adiciona outro componente de risco. Ele responde a um processo de cassação na Câmara que pode torná-lo inelegível por oito anos. Caso perca o mandato, ficaria fora da disputa de 2026, o que reforça as dúvidas sobre sua viabilidade interna.
Enquanto isso, o nome de William Siri ganha terreno entre setores do diretório, visto como candidatura “de afirmação” com menor risco institucional. “Precisamos disputar o governo para pautar segurança pública, transporte e transparência, sem comprometer nossa bancada”, defendem quadros da sigla — dirigentes do PSOL-RJ.
A legenda deve manter a linha de candidatura própria, mirando o palanque estadual para confrontar Paes e o bolsonarismo, e negociando alianças proporcionais para sustentar o projeto nas urnas.
