As galerias de concreto que permanecem empilhadas às margens da Avenida José Manoel Reis, em Tijucas, têm chamado a atenção de moradores da região do bairro Areias. As peças, que deveriam ser utilizadas na obra de drenagem da via, ainda não foram instaladas, o que tem gerado questionamentos sobre a situação do projeto.
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O material foi adquirido de forma emergencial pela Prefeitura após um episódio de chuvas intensas que atingiu o município no início de 2025, quando Tijucas foi considerada a cidade mais castigada de Santa Catarina em um período de 24 horas. O objetivo do investimento em drenagem é garantir estrutura para conter o avanço das águas e melhorar o escoamento em pontos críticos da avenida, beneficiando moradores de toda a região.
No entanto, a implantação da obra ainda não começou. A instalação das galerias precisou ser adiada por conta de um impasse técnico com a SCGÁS, que possui uma rede subterrânea ativa no mesmo trecho. O conflito exigiu articulação política e ajustes no projeto, o que atrasou o cronograma.
Enquanto a questão técnica era resolvida, o prefeito Maickon Sgrott garantiu, junto ao governador Jorginho Mello (PL), a liberação de recursos necessários para a pavimentação completa da avenida, com o aporte de R$ 4 milhões do Governo do Estado. A outra parte será financiada com recursos próprios da Prefeitura. Naquele mesmo dia, a articulação conduzida pelo prefeito também garantiu a liberação de verbas para a Rua da Cachaça, no bairro Nova Descoberta.
Diante da nova conjuntura, o município optou por unificar as etapas da obra. Em vez de executar a drenagem agora e depois refazer o pavimento, será feita uma única intervenção completa, incluindo colocação dos tubos, drenagem, pavimentação e calçadas acessíveis, dentro de um mesmo processo licitatório, explicou o prefeito Maickon Sgrott.
O prefeito explicou que a decisão visa evitar retrabalho e transtornos aos moradores, além de garantir melhor aproveitamento dos recursos públicos. “Fazer a drenagem agora e depois abrir tudo de novo para o asfalto seria um desperdício e um transtorno desnecessário. Vamos fazer tudo de uma vez, com planejamento e qualidade”, afirmou.
A Prefeitura reforçou que os tubos não serão desperdiçados nem se deteriorarão. Fabricados com concreto de alta resistência, eles permanecem em boas condições e serão utilizados assim que a obra definitiva for iniciada.
O projeto executivo está em fase final de elaboração e será enviado para licitação até o fim de novembro, com previsão de início das obras no primeiro semestre de 2026.
A administração também fez questão de esclarecer que a Avenida José Manoel Reis e a Avenida Coleira são vias distintas, embora sejam visualmente contínuas. Enquanto a José Manoel Reis será feita com recursos estaduais e municipais, a obra da Avenida Coleira está com a parte de finalização paralisada por falta de repasse do Governo Federal, que ainda não liberou os valores remanescentes do convênio firmado com o município.
O Governo Federal, por sua vez, tem repassado recursos para outras áreas, como a educação, com a construção da escola em tempo integral, e a saúde, com a nova UBS Porte 4, mas não enviou a verba restante destinada à Coleira. Por lei, a Prefeitura não pode usar recursos próprios nesse convênio, pois já atingiu o limite de contrapartida permitido.
Enquanto aguarda a liberação do Governo Federal, a Prefeitura segue focada em garantir que a obra da José Manoel Reis avance com transparência, responsabilidade e eficiência técnica, assegurando que o investimento realmente melhore a infraestrutura e a mobilidade urbana de Tijucas.
