O silêncio de Caroline De Toni (PL-SC) é ensurdecedor. Enquanto a política catarinense “pega fogo”, com os aliados da deputada Ana Campagnolo (PL) travando uma verdadeira cruzada contra os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, a parlamentar chapecoense tem preferido manter-se à margem da disputa, ainda que sua posição esteja no centro da polêmica.
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As declarações de De Toni, dadas em 26 de junho de 2025, durante entrevista à Rádio Revista Cidade, voltaram a repercutir nas últimas horas. Na ocasião, a deputada defendeu publicamente a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina e criticou o que chamou de “bairrismo catarinense”, em resposta às vozes que se opõem à presença do vereador carioca na disputa.
“O que está em jogo não é o bairrismo de Santa Catarina neste momento. O que está em jogo é a continuidade ou não das liberdades no Brasil”, afirmou, acrescentando que a decisão de Bolsonaro de lançar o filho em Santa Catarina seria uma demonstração de carinho e confiança no estado.
A fala, à época, repercutiu fortemente, mas acabou esquecida em meio aos vai e vens da política. Desde então, De Toni tem evitado se pronunciar, mesmo diante do agravamento da crise interna no PL.

Nas últimas 24 horas, a deputada chegou a quebrar o silêncio ao compartilhar, em seu perfil, um vídeo do deputado Maurício do Vôlei (PL-SC), que chamava de “traidores” os parlamentares contrários à candidatura de Carlos Bolsonaro. O gesto foi visto como um aceno ao grupo bolsonarista mais fiel, mas a publicação foi apagada nesta sexta-feira (7), após críticas de lideranças locais.
A postura de silêncio e recuo de De Toni tem causado estranhamento até entre aliados, que esperavam uma posição firme em meio à escalada de ataques entre nomes de peso do partido.
Enquanto o PL catarinense racha publicamente, Caroline De Toni segue em posição delicada: tenta preservar o apoio da família Bolsonaro e sua candidatura ao Senado, mas evita perder o eleitorado que segue Campagnolo e cobra autonomia e identidade política própria para Santa Catarina.
