

Não faz sentido
Há uma série de vereadores que são contra a lei que proíbe o uso de dinheiro público patrocinando shows que façam apologia ao crime organizado. É a chamada por alguns de Lei “Anti-Oruam”, no Rio, de autoria da vereadora Talita Galhardo e do vereador Pedro Duarte.
Não faz sentido II
Será que não veem o clamor da sociedade pela segurança e que, votando contra, são a favor de shows que fazem apologia ao crime?
Não faz sentido III
E não é censura. Eles podem continuar fazendo seus shows, só que sem patrocínio da Prefeitura do Rio. Mais que justo.
Que parece
Não é que o uniforme novo da Força Municipal não é igual ao da Patrulha Canina?
Barafunda imobiliária
Não perca a conta. A lista constante no projeto enviado pelo governador Cláudio Castro de venda de imóveis públicos à Alerj começou com 48 prédios e terrenos. Os deputados aprovaram um substitutivo e retiraram 16, caindo para 32 a possível venda de bens para diminuir o déficit do governo, próximo a R$ 20 bi.
Barafunda imobiliária II
No dia da votação do substitutivo em plenário, o líder do governo, deputado Rodrigo Amorim (União), sacou do bolso uma lista e acrescentou mais 30, pulando para 62, incluindo o Complexo do Maracanã e mais a aldeia indígena ao lado, entre outros.
Barafunda imobiliária III
Nesta terça-feira, dia de aprovar o projeto em definitivo, os nobres parlamentares descobriram o grande “latifundiário” que o Estado se tornou, provavelmente por ter sido capital do Brasil entre 1763 e 1960.
Barafunda imobiliária IV
Para aumentar o caixa do Executivo, os deputados da situação se apressaram a acrescentar bens à lista e aí deu-se início à barafunda. Incluíram na venda os terrenos da Central do Brasil e do Estádio Nilton Santos (Engenhão). De uma pancada só, Alexandre Knoploch (PL) botou à venda os terrenos das rodoviárias Novo Rio, a de Niterói, de Nova Iguaçu, Nilópolis, Xerém e de Nova Friburgo.
Barafunda imobiliária V
Sobrou para a sede do Grupo Tortura Nunca Mais, em Botafogo, e para a Casa de Referência da Mulher Almerinda Gama, na Rua da Carioca. Estavam na lista inicial, foram retiradas e, agora, voltaram a ser incluídas.
Barafunda imobiliária VI
Após observar o debate entre os colegas, o decano dos deputados, Luís Paulo (PSD), tirou sua conclusão: “O projeto de lei complementar do Executivo transformou-se em uma Black Friday, com queima de estoque a preço de banana”.
Barafunda imobiliária VII
Até o final do fechamento desta coluna, os nobres corretores/deputados não tinham fechado o número total de bens da “Imobiliária Cláudio Castro”. Vamos ver onde isso vai parar.
