ITAPREVI pede ao Ministério Público de Contas auditoria no Banco Central sobre caso Banco Master

Foto: Divulgação

O Instituto de Previdência de Itaguaí (Itaprevi) encaminhou ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPC/TCU) uma representação em que solicita ao TCU a abertura de auditoria independente para apurar a atuação do Banco Central no processo que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master.

A liquidação do banco foi decretada pelo BC em 18 de novembro de 2025, após constatação de insolvência do conglomerado financeiro. O caso atingiu Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) com investimentos em títulos emitidos pela instituição.

Na representação, o Itaprevi sustenta que o Banco Central já identificava sinais de irregularidades antes da liquidação, mas não adotou medidas que pudessem mitigar os efeitos sobre investidores, como restrições à captação ou comunicação prévia aos órgãos responsáveis. O Instituto afirma que a ausência de informações contribuiu para ampliar prejuízos ao sistema previdenciário.

O documento também aponta efeitos sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que será acionado para cobrir perdas de aplicações, envolvendo recursos de bancos públicos que compõem o mecanismo de garantia, enquanto instituições privadas comercializaram os produtos financeiros.

O Instituto declara ter seguido a Resolução CMN nº 4.963/2021 e normas vigentes, com base em análises técnicas e dados disponíveis no momento das aplicações em 2024. Alega ainda que não havia alertas de órgãos reguladores ou de auditorias que indicassem risco elevado no Banco Master. Para o Itaprevi, os RPPS afetados foram vítimas do processo e não podem ser responsabilizados.

O pedido ao TCU inclui a apuração de eventuais omissões na supervisão do Banco Central e a adoção de medidas para prevenir novas perdas ao sistema previdenciário e ao mercado financeiro.

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