O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (26), que considera um avanço para o país a atuação do Judiciário no processo que investigou a alegada tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A declaração ocorreu um dia depois de Jair Bolsonaro e aliados começarem a cumprir as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal.
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Na terça, o ministro Alexandre de Moraes determinou, em decisão individual posteriormente validada pela Primeira Turma do STF, o encerramento da ação penal que resultou na condenação do ex-presidente. A determinação fixa a pena de 27 anos e três meses de prisão, a ser cumprida na cela especial onde ele já se encontra, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Durante cerimônia no Palácio do Planalto para sancionar a isenção de Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais, Lula afirmou que o país deu “um passo importante” ao demonstrar estabilidade institucional. Segundo ele, o julgamento ocorreu sem interferência de disputas partidárias e mostrou que “a democracia não se intimida diante de ameaças externas”.
O presidente também destacou o caráter histórico do caso. Em sua fala, lembrou que é a primeira vez que um ex-presidente da República e oficiais-generais de quatro estrelas são encarcerados por envolvimento em uma tentativa de ruptura institucional. Para Lula, o episódio simboliza que o país está “maduro para exercer plenamente a democracia”.
Ao longo do mandato, o chefe do Executivo vem reiterando que Bolsonaro buscou reverter o resultado das eleições de 2022. Ele frequentemente mencionou depoimentos e delações de antigos aliados do ex-presidente, como o tenente-coronel Mauro Cid, que, segundo Lula, reforçam essa interpretação dos fatos.
