“Enfia essa bandeira no teu c..*: suplente de vereadora ataca guarda-vidas em Itajaí

Os stories publicados pela suplente de vereadora Larissa Vanzuita, de Itajaí, desencadearam uma denúncia formal na Câmara Municipal e abriram caminho para possível ação do Ministério Público. Em uma série de vídeos gravados em um posto de guarda-vidas da cidade, a suplente aparece ofendendo com um bombeiro militar, usando insultos e palavrões.




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As imagens mostram Larissa reclamando da presença de um guarda-vidas que, segundo ela, “veio encher o saco”. Irritada, filma o local e passa a xingar o profissional repetidas vezes. Em dado momento, se refere à bandeira vermelha do posto com agressividade e hostilidade. “Bandeira vermelha é pra enfiar no teu cu”, diz nos vídeos. Ela também dispara ofensas relacionadas ao sotaque do guarda-vidas e o chama de “jaguara”, “rapareiro” e outras expressões de baixo calão.

Em outro trecho, afirma que o militar não limpa o próprio posto de trabalho e debocha do tipo de função que ele exerce. Durante os ataques, Larissa diz que “é daqui”, que viraliza com facilidade e que “não tem medo da lei”.

O caso repercutiu imediatamente e chegou ao gabinete do vereador Victor Nascimento (PL), presidente da Comissão de Segurança e Defesa Civil da Câmara. Ele decidiu levar o episódio ao plenário.

Vereador denuncia “perturbação da ordem pública” e pede ação da Segurança Pública

Durante a sessão, Nascimento classificou o comportamento da suplente como “baixaria” e “ataque à instituição mais respeitada do mundo”, referindo-se ao Corpo de Bombeiros Militar. Segundo ele, além de xingar o guarda-vidas, Larissa teria feito, em outro momento, acusações falsas envolvendo policiais militares.

O vereador afirmou que enviará ofício à Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina para que sejam adotadas providências e disse que apresentará denúncia ao Ministério Público. Para ele, a conduta da suplente extrapola qualquer limite aceitável.

“Isso não pode continuar dessa forma. Daqui a pouco a gente vive no caos, crime sendo cometido na nossa cara”, declarou em plenário. Ele ainda questionou se as frases ditas contra o sotaque do bombeiro poderiam configurar xenofobia. “Se fosse o contrário, já me acusariam. Ela não pode entrar num espaço militar e fazer esse tipo de coisa.”

Nascimento também reforçou que, na visão dele, os profissionais de segurança precisam ser protegidos. “Não vou permitir que nossas unidades sejam coagidas ou ameaçadas no local de trabalho.”

Repercussão aumenta pressão por medidas

Os vídeos seguem circulando entre moradores de Itajaí e devem embasar a análise dos órgãos de fiscalização citados pelo vereador. O Corpo de Bombeiros Militar ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.



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