

A trajetória política de Marcelo Freixo no Rio de Janeiro vai ganhar registro em livro. Presidente da Embratur e ex-deputado estadual e federal, Freixo prepara para 2026 o lançamento de “Viver é perigoso”, obra que revisita sua atuação no estado em meio ao avanço das milícias e da violência política fluminense. As informações são do portal PlatôBr.
O livro será escrito em parceria com o jornalista e pesquisador Bruno Paes Manso, conhecido por investigar o crime organizado e a mistura entre poder, fé e violência no país. Autor de títulos como “A república das milícias: Dos esquadrões da morte à era Bolsonaro” e “A fé e o fuzil: Crime e religião no Brasil do século XXI”, Bruno Paes Manso assina o texto ao lado de Freixo, somando pesquisa acadêmica e experiência direta nos bastidores da política fluminense.
Segundo a editora, a obra vai percorrer episódios marcantes da vida pública de Marcelo Freixo no Rio de Janeiro. Entre eles, o assassinato de seu irmão por milicianos, em 2006, ponto de virada que ajudou a projetar o então deputado como uma das principais vozes contra grupos paramilitares no estado.
Outro eixo central será a CPI das Milícias da Alerj, presidida por Freixo e considerada um marco no enfrentamento às milícias, revelando nomes, esquemas e conexões políticas. Bastidores da comissão, pressões e ameaças devem aparecer no relato, que se propõe a contar não só os resultados formais da CPI, mas também o clima de tensão que cercou o trabalho.
O livro também vai abordar o caso Marielle Franco, vereadora assassinada em 2018, que foi assessora e amiga de Marcelo Freixo. A relação entre os dois, o impacto político e pessoal da morte de Marielle e a longa investigação sobre o crime entram no panorama de um Rio atravessado pela disputa entre democracia, crime organizado e estruturas de poder.
“Viver é perigoso” será publicado pela Editora Planeta e promete colocar no mesmo quadro a história recente do Rio de Janeiro, a ascensão das milícias e o percurso de um dos personagens mais conhecidos da política fluminense na última década.
