Em uma reação firme à tentativa do Governo Federal de impor uma nova unidade de conservação em Santa Catarina sem diálogo direto com a população local, o vereador Diego Machado PSD tornou-se a principal voz de oposição à criação do Parque Nacional Araçatuba Quiriri, que afetaria diretamente os municípios de Joinville, Garuva e Campo Alegre.
Clique e receba notícias do Jornal Razão em seu WhatsApp: Entrar no grupo
A proposta, articulada por deputados do PSOL e PDT com apoio do Ministério do Meio Ambiente e do ICMBio, prevê transformar 32,7 mil hectares entre SC e PR em área de proteção integral, impondo severas restrições ao uso do solo. Críticos afirmam que a região já possui ampla cobertura de APAs, como a APA Serra Dona Francisca, o que evidencia sobreposição de proteções e duplicação de restrições consideradas desnecessárias.
“Estamos lutando contra essa aberração vinda de Brasília!”
Vereador Diego Machado
O vídeo publicado pelo vereador viralizou entre moradores da região Norte de SC. Nele, Diego condena o que chama de condução vertical e unilateral do Governo Federal, alegando que o plano ignora impactos sociais, econômicos e urbanos.
O que está em jogo
Se implementado, o parque nacional atingirá áreas rurais produtivas, comunidades tradicionais e zonas urbanas em expansão. Só Joinville teria 2,6 mil hectares incluídos no novo perímetro, número que pode crescer com a criação das “zonas de amortecimento”.
“Não somos contra a preservação. Somos contra decisões impostas de cima para baixo, sem ouvir quem vive aqui.”
Vereador Diego Machado
Além disso, a proposta ameaça conquistas recentes em Joinville. Após quatro anos de embates, a cidade conseguiu atualizar seu Plano Diretor e revisar as regras da APA Dona Francisca. Agora, com o novo parque, todo o avanço pode voltar à estaca zero.

Apoio institucional e mobilização regional
A Câmara de Joinville aprovou moção de repúdio ao projeto. A Prefeitura enviou ofício ao ICMBio expressando oposição, assinado pelo prefeito Adriano Silva Novo. Segundo o município, a nova unidade criaria conflitos de gestão ambiental e travaria o desenvolvimento urbano.
“Acabamos de conquistar uma grande vitória para Joinville. E agora surge essa notícia absurda.”
Vereador Diego Machado
“Plano de Brasília”: desapropriações e insegurança jurídica
Nos bastidores, cresce a preocupação com um possível plano de desapropriações futuras e mais restrições à propriedade privada, impulsionado por setores ideológicos ligados ao PSOL e ao Governo Lula. Comunidades tradicionais como Postinho, Cubatão e Ponte Alta podem ser diretamente afetadas, gerando insegurança jurídica em produtores rurais.
Diego afirma que o processo ignora legislações já estabelecidas, como o plano de manejo da APA Dona Francisca, que busca equilibrar preservação com a atividade econômica.
“Joinville não aceitará medidas que ameacem a propriedade privada e o sustento do trabalhador rural.”
Vereador Diego Machado
Audiência pública e convocação do ICMBio
Uma audiência pública foi marcada para 15 de dezembro, às 19h30, na Sociedade Rio da Prata, em Pirabeiraba. O objetivo é discutir impactos, ouvir moradores e cobrar respostas técnicas do ICMBio, convocado pela Comissão de Urbanismo.
Paralelamente, Diego articula com o senador Esperidião Amin PP e parlamentares conservadores um movimento político em Brasília para barrar o projeto.
“Precisamos de força política no Congresso para impedir essa aberração. A luta é nossa e não vamos recuar.”
Vereador Diego Machado

Reações nas redes e polarização
A mobilização liderada por Diego alcançou grande repercussão. Moradores acusam o Governo Federal de tentar “tomar terras produtivas” e entregá-las a ONGs e movimentos aliados. Os vídeos do vereador ganharam atenção por criticar o que ele chama de “ambientalismo ideológico” distante da realidade catarinense.
Defensores do parque alegam que o processo é transparente e que haverá consulta pública. Mesmo assim, a desconfiança cresce diante do histórico de decisões impostas por Brasília.
