
A Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato de Carla Zambelli (PL-SP), mesmo após a parlamentar ter sido condenada pelo STF. No plenário, 227 deputados apoiaram a cassação, enquanto 170 foram contrários e outros 10 optaram pela abstenção.
Para que ela fosse destituída, o mínimo necessário era de 257 votos — número que não foi alcançado, deixando Zambelli a 30 votos de perder a cadeira.
Apesar do resultado, a situação da deputada continua delicada. Detida na Itália, ela não registra presença desde outubro, mês em que terminou seu período de licença. O regimento da Casa prevê que o parlamentar não pode ficar ausente em mais de um terço das sessões ordinárias, o que pode levar a uma nova análise sobre sua permanência no cargo. (continua)
Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.
(segue) Antes da votação no plenário, a CCJ havia aprovado a cassação. O colegiado reverteu o parecer do relator Diego Garcia (Republicanos-PR), favorável à deputada, e nomeou Cláudio Cajado (PP-BA) como novo responsável pelo relatório. Cajado sustentou que, por estar presa, Zambelli está impossibilitada de exercer o mandato.
A comissão confirmou a cassação por 32 votos a 2, impulsionada por uma movimentação do centrão — o União Brasil trocou seus cinco representantes no grupo, e todos votaram contra Zambelli.
A deputada participou da sessão da CCJ por videoconferência, direto da Itália, onde está presa. Ela pediu apoio aos membros da comissão, apontando ser alvo de uma acusação inventada e de um julgamento parcial conduzido por Alexandre de Moraes e pelos demais ministros do Supremo.
Zambelli voltou a afirmar que sofre perseguição e falou em uma “ditadura do Judiciário”. Em momentos da fala, citou a Bíblia repetidamente e se emocionou ao mencionar o filho, chegando a quase chorar. A transmissão, porém, enfrentou travamentos e falhas de áudio, o que dificultou parte de sua defesa.
Zambelli já foi condenada em duas ações que transitaram em julgado — etapa em que não cabem mais recursos —, o que exige o início imediato do cumprimento das penas.
As condenações se referem a dois episódios: a contratação de um hacker para inserir um falso mandado de prisão contra Alexandre de Moraes nos sistemas da Justiça e o episódio em que sacou uma arma e perseguiu um homem em São Paulo na véspera da eleição.
A primeira sentença, de 16 de maio, impôs dez anos de prisão em regime fechado e a perda do mandato, ponto que a Câmara adiou até agora. Em agosto, o Supremo voltou a condená-la por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
Após perceber que seria presa, Zambelli deixou o Brasil rumo à Itália, onde permaneceu foragida por meses, até ser detida em julho. O governo brasileiro formalizou o pedido de extradição, atualmente sob avaliação. A defesa da deputada tentou obter sua libertação, mas o pedido foi negado por risco de nova fuga. (Foto: Ag. Câmara; Fonte: UOL)
🚨URGENTE – Câmara dos Deputados acaba de arquivar a cassação do mandato de Carla Zambelli
🟢SIM – 227
🔴NÃO – 170
🟡ABS – 10 pic.twitter.com/oKX4nqEh1n— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) December 11, 2025
Gostou? Compartilhe!


A Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato de Carla Zambelli (PL-SP), mesmo após a parlamentar ter sido condenada pelo STF. No plenário, 227 deputados apoiaram a cassação, enquanto 170 foram contrários e outros 10 optaram pela abstenção.
Para que ela fosse destituída, o mínimo necessário era de 257 votos — número que não foi alcançado, deixando Zambelli a 30 votos de perder a cadeira.
Apesar do resultado, a situação da deputada continua delicada. Detida na Itália, ela não registra presença desde outubro, mês em que terminou seu período de licença. O regimento da Casa prevê que o parlamentar não pode ficar ausente em mais de um terço das sessões ordinárias, o que pode levar a uma nova análise sobre sua permanência no cargo. (continua)
Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.
(segue) Antes da votação no plenário, a CCJ havia aprovado a cassação. O colegiado reverteu o parecer do relator Diego Garcia (Republicanos-PR), favorável à deputada, e nomeou Cláudio Cajado (PP-BA) como novo responsável pelo relatório. Cajado sustentou que, por estar presa, Zambelli está impossibilitada de exercer o mandato.
A comissão confirmou a cassação por 32 votos a 2, impulsionada por uma movimentação do centrão — o União Brasil trocou seus cinco representantes no grupo, e todos votaram contra Zambelli.
A deputada participou da sessão da CCJ por videoconferência, direto da Itália, onde está presa. Ela pediu apoio aos membros da comissão, apontando ser alvo de uma acusação inventada e de um julgamento parcial conduzido por Alexandre de Moraes e pelos demais ministros do Supremo.
Zambelli voltou a afirmar que sofre perseguição e falou em uma “ditadura do Judiciário”. Em momentos da fala, citou a Bíblia repetidamente e se emocionou ao mencionar o filho, chegando a quase chorar. A transmissão, porém, enfrentou travamentos e falhas de áudio, o que dificultou parte de sua defesa.
Zambelli já foi condenada em duas ações que transitaram em julgado — etapa em que não cabem mais recursos —, o que exige o início imediato do cumprimento das penas.
As condenações se referem a dois episódios: a contratação de um hacker para inserir um falso mandado de prisão contra Alexandre de Moraes nos sistemas da Justiça e o episódio em que sacou uma arma e perseguiu um homem em São Paulo na véspera da eleição.
A primeira sentença, de 16 de maio, impôs dez anos de prisão em regime fechado e a perda do mandato, ponto que a Câmara adiou até agora. Em agosto, o Supremo voltou a condená-la por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
Após perceber que seria presa, Zambelli deixou o Brasil rumo à Itália, onde permaneceu foragida por meses, até ser detida em julho. O governo brasileiro formalizou o pedido de extradição, atualmente sob avaliação. A defesa da deputada tentou obter sua libertação, mas o pedido foi negado por risco de nova fuga. (Foto: Ag. Câmara; Fonte: UOL)
🚨URGENTE – Câmara dos Deputados acaba de arquivar a cassação do mandato de Carla Zambelli
🟢SIM – 227
🔴NÃO – 170
🟡ABS – 10 pic.twitter.com/oKX4nqEh1n— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) December 11, 2025
Gostou? Compartilhe!
[/gpt3]
