MDB avisa Lula que redução de pena de Bolsonaro é ‘inevitável’

Senadores do MDB comunicaram a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que o Senado Federal deve aprovar, na próxima quarta-feira (17), o projeto de lei que prevê a redução das penas impostas aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023. Entre os beneficiados pela proposta está o ex-presidente Bolsonaro (PL). A informação de bastidor é da Folha de SP.

O texto avançou após a Câmara dos Deputados aprovar, na madrugada da última quarta-feira (10), uma versão alternativa à anistia ampla.

A proposta manteve as condenações, mas estabeleceu a possibilidade de diminuição das penas para Bolsonaro e outros réus ligados ao 8 de Janeiro. (continua)

Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.

Ainda na noite da votação na Câmara, o cenário foi apresentado a Lula durante uma reunião na Granja do Torto, conforme a Folha.

Participaram do encontro o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan Calheiros (MDB-AL), e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Segundo relatos, o grupo tratou a aprovação do projeto como praticamente definida.

A avaliação feita aos interlocutores do petista leva em conta um possível entendimento político entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além do aval de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com parlamentares, um eventual pedido de vista para adiar a análise da proposta seria pouco eficaz, já que o regimento permitiria apenas uma hora adicional para o exame do texto.

Durante a conversa, Lula reiterou sua posição contrária à redução das penas, mas evitou antecipar se vetará ou não o projeto caso ele seja aprovado pelo Congresso. Ele também foi alertado de que, mesmo em caso de veto, há possibilidade de a decisão presidencial ser revertida pelos parlamentares.

Integrantes do Palácio do Planalto afirmam que a tendência é que Lula barre a proposta. Eles lembram que o petista já havia se manifestado publicamente contra a iniciativa em setembro, quando governadores, liderados por Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), passaram a defender a anistia total aos envolvidos.

Nesta quinta-feira (11), durante evento em Minas Gerais, Lula voltou a comentar o tema e afirmou que só tomará uma decisão definitiva quando o projeto chegar para sanção.

Lula, no entanto, reforçou sua posição em relação ao ex-presidente. “A discussão agora vai para o Senado, vamos ver o que vai acontecer. Quando chegar à minha mesa, eu tomarei a decisão. Eu e Deus, sentado na minha mesa, eu tomarei a decisão. Farei aquilo que entender que deva ser feito, porque ele tem que pagar pela tentativa de golpe, pela tentativa de destruir a democracia.” (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)

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Senadores do MDB comunicaram a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que o Senado Federal deve aprovar, na próxima quarta-feira (17), o projeto de lei que prevê a redução das penas impostas aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023. Entre os beneficiados pela proposta está o ex-presidente Bolsonaro (PL). A informação de bastidor é da Folha de SP.

O texto avançou após a Câmara dos Deputados aprovar, na madrugada da última quarta-feira (10), uma versão alternativa à anistia ampla.

A proposta manteve as condenações, mas estabeleceu a possibilidade de diminuição das penas para Bolsonaro e outros réus ligados ao 8 de Janeiro. (continua)

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Ainda na noite da votação na Câmara, o cenário foi apresentado a Lula durante uma reunião na Granja do Torto, conforme a Folha.

Participaram do encontro o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan Calheiros (MDB-AL), e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Segundo relatos, o grupo tratou a aprovação do projeto como praticamente definida.

A avaliação feita aos interlocutores do petista leva em conta um possível entendimento político entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além do aval de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com parlamentares, um eventual pedido de vista para adiar a análise da proposta seria pouco eficaz, já que o regimento permitiria apenas uma hora adicional para o exame do texto.

Durante a conversa, Lula reiterou sua posição contrária à redução das penas, mas evitou antecipar se vetará ou não o projeto caso ele seja aprovado pelo Congresso. Ele também foi alertado de que, mesmo em caso de veto, há possibilidade de a decisão presidencial ser revertida pelos parlamentares.

Integrantes do Palácio do Planalto afirmam que a tendência é que Lula barre a proposta. Eles lembram que o petista já havia se manifestado publicamente contra a iniciativa em setembro, quando governadores, liderados por Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), passaram a defender a anistia total aos envolvidos.

Nesta quinta-feira (11), durante evento em Minas Gerais, Lula voltou a comentar o tema e afirmou que só tomará uma decisão definitiva quando o projeto chegar para sanção.

Lula, no entanto, reforçou sua posição em relação ao ex-presidente. “A discussão agora vai para o Senado, vamos ver o que vai acontecer. Quando chegar à minha mesa, eu tomarei a decisão. Eu e Deus, sentado na minha mesa, eu tomarei a decisão. Farei aquilo que entender que deva ser feito, porque ele tem que pagar pela tentativa de golpe, pela tentativa de destruir a democracia.” (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)

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