Arquidiocese manda auditar paróquia de padre Júlio Lancellotti; Saiba detalhes

A Arquidiocese de São Paulo determinou a realização de uma auditoria financeira na paróquia de São Miguel Arcanjo, localizada no bairro da Mooca e conduzida há cerca de quatro décadas pelo padre Júlio Lancellotti. A medida partiu do cardeal arcebispo da capital paulista, dom Odilo Scherer.

De acordo com integrantes da Igreja, a iniciativa teria sido motivada por informações recebidas pelo arcebispo a respeito da administração e do funcionamento da paróquia.

O padre Júlio, porém, contesta a interpretação de que se trate de algo extraordinário e afirma que esse tipo de verificação é comum dentro da estrutura da arquidiocese. “Auditoria financeira tem sempre”, declarou. (continua)

Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.

(segue) Além da apuração contábil, dom Odilo determinou que o religioso interrompa a transmissão de missas ao vivo, suspenda suas atividades nas redes sociais e, em um cenário extremo, não descarta a possibilidade de afastá-lo da paróquia.

As celebrações vinham sendo exibidas pela Rede TVT (TV dos Trabalhadores), ligada a sindicatos, além do portal ICL e do YouTube.

Segundo apuração revelada pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de SP, a decisão foi considerada uma medida dura, mas teria sido adotada com o objetivo de preservar o próprio padre.

O religioso confirmou essa versão ao afirmar que “Dom Odilo me pediu para dar um tempo. Ele acha que é uma forma de recolhimento e de proteção”. Questionado sobre sua concordância com a determinação, respondeu que tem “apenas que obedecer”.

Conhecido nacionalmente pelo trabalho junto à população em situação de rua na cidade de São Paulo, padre Júlio Lancellotti é alvo frequente de críticas de parlamentares e lideranças políticas de direita, em especial de integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre).

A decisão provocou forte repercussão e gerou uma onda de manifestações públicas de apoio ao padre Júlio. Após a divulgação das medidas, mais de 40 organizações que atuam com pessoas em situação de rua enviaram, nesta terça-feira (16), uma carta ao cardeal solicitando a revisão das restrições impostas à atuação do religioso nas redes sociais.

No documento, as entidades argumentam que a limitação da voz pública do padre compromete ‘redes de solidariedade’ e enfraquece o debate sobre a pobreza extrema na capital paulista.

Dom Odilo ainda pode decidir pela retirada definitiva de Lancellotti da paróquia da Mooca, onde atua há 40 anos, ainda neste ano. O padre reiterou que encara a decisão como um “tempo de recolhimento” e afirmou que irá cumprir a orientação. (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)

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A Arquidiocese de São Paulo determinou a realização de uma auditoria financeira na paróquia de São Miguel Arcanjo, localizada no bairro da Mooca e conduzida há cerca de quatro décadas pelo padre Júlio Lancellotti. A medida partiu do cardeal arcebispo da capital paulista, dom Odilo Scherer.

De acordo com integrantes da Igreja, a iniciativa teria sido motivada por informações recebidas pelo arcebispo a respeito da administração e do funcionamento da paróquia.

O padre Júlio, porém, contesta a interpretação de que se trate de algo extraordinário e afirma que esse tipo de verificação é comum dentro da estrutura da arquidiocese. “Auditoria financeira tem sempre”, declarou. (continua)

Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.

(segue) Além da apuração contábil, dom Odilo determinou que o religioso interrompa a transmissão de missas ao vivo, suspenda suas atividades nas redes sociais e, em um cenário extremo, não descarta a possibilidade de afastá-lo da paróquia.

As celebrações vinham sendo exibidas pela Rede TVT (TV dos Trabalhadores), ligada a sindicatos, além do portal ICL e do YouTube.

Segundo apuração revelada pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de SP, a decisão foi considerada uma medida dura, mas teria sido adotada com o objetivo de preservar o próprio padre.

O religioso confirmou essa versão ao afirmar que “Dom Odilo me pediu para dar um tempo. Ele acha que é uma forma de recolhimento e de proteção”. Questionado sobre sua concordância com a determinação, respondeu que tem “apenas que obedecer”.

Conhecido nacionalmente pelo trabalho junto à população em situação de rua na cidade de São Paulo, padre Júlio Lancellotti é alvo frequente de críticas de parlamentares e lideranças políticas de direita, em especial de integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre).

A decisão provocou forte repercussão e gerou uma onda de manifestações públicas de apoio ao padre Júlio. Após a divulgação das medidas, mais de 40 organizações que atuam com pessoas em situação de rua enviaram, nesta terça-feira (16), uma carta ao cardeal solicitando a revisão das restrições impostas à atuação do religioso nas redes sociais.

No documento, as entidades argumentam que a limitação da voz pública do padre compromete ‘redes de solidariedade’ e enfraquece o debate sobre a pobreza extrema na capital paulista.

Dom Odilo ainda pode decidir pela retirada definitiva de Lancellotti da paróquia da Mooca, onde atua há 40 anos, ainda neste ano. O padre reiterou que encara a decisão como um “tempo de recolhimento” e afirmou que irá cumprir a orientação. (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)

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