

A quarta e última pesquisa eleitoral de 2025 realizada pelo Prefab Future encerra um ciclo de testes exploratórios de nomes e cenários no Rio de Janeiro e antecipa um quadro de estabilidade no topo da disputa pelo governo do estado. O levantamento foi feito entre os dias 15 e 20 de dezembro, com 2.006 entrevistas presenciais em 80 pontos de coleta, margem de erro de 2,19 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O principal dado do estudo é a manutenção do patamar eleitoral de Eduardo Paes, que segue com o mesmo desempenho observado desde fevereiro, sempre dentro da margem de erro. A leitura do instituto é de consolidação de base, mas também de ausência de fôlego para expansão no curto prazo, o que indica um teto eleitoral já bem delimitado.
Outro nome que chama atenção é o de Rodrigo Pimentel, classificado pelo instituto como outsider. Mesmo fora do circuito político tradicional, ele mantém crescimento gradual nas simulações e aparece como um ponto fora da curva no cenário estadual, mobilizando segmentos específicos do eleitorado.
Segundo Henrique Serra, diretor de pesquisas quantitativas do Prefab Future, o encerramento desta fase tem caráter metodológico. “Essas quatro pesquisas cumpriram exatamente o papel para o qual foram desenhadas: testar nomes, medir elasticidade eleitoral, entender rejeições e mapear limites de crescimento. A partir de agora, entramos em outro momento do processo”, afirmou Henrique Serra.
A partir de 2026, o instituto deixará de trabalhar com hipóteses amplas e passará a incluir apenas pré-candidatos que se apresentem oficialmente, com partido definido e projeto eleitoral assumido. Com isso, termina o período de simulações abertas que marcou o ano de 2025.
No campo estadual, a nova rodada também promoveu ajustes na cartela de nomes. O Prefab retirou Rodrigo Bacellar, que não deve disputar o governo em 2026, e suspendeu temporariamente a testagem de Washington Reis, que aguarda definição da Justiça Eleitoral sobre sua elegibilidade, em razão de condenação colegiada que o enquadra na Lei da Ficha Limpa.
Ao mesmo tempo, o instituto ampliou o espectro ideológico da pesquisa. Pelo campo progressista, passou a incluir André Ceciliano, que aparece em terceiro lugar, com 5,5%. Na área da segurança pública, foi testado o nome da Coronel Priscila, permitindo avaliar a receptividade do eleitorado a uma candidatura feminina associada à pauta da ordem e da gestão institucional. Outro nome novo é William Siri, indicado pelo PSOL como pré-candidato.
- Eduardo Paes – 37,5%
- Rodrigo Pimentel – 7,4%
- André Ceciliano – 5,5%
- Coronel Pricilla – 1.6%
- Rafa Luz – 0,7%
- William Siri – 0,7%
- Não Sabe ou Indeciso – 28%
- Branco ou Nulo – 18%
A pesquisa também testou cenários nacionais, com duas cartelas presidenciais distintas. Em uma, aparece Tarcísio de Freitas como principal nome da direita institucional; na outra, Flávio Bolsonaro, representando a continuidade direta do bolsonarismo. As respostas variam conforme renda, idade, escolaridade e religião, indicando um eleitorado fragmentado e altamente sensível à rejeição.
Cenário 1
- Lula – 27,7%
- Tarcísio de Freitas – 14,8%
- Romeu Zema – 4%
- Ratinho Júnior – 3,1%
- Renan Santos – 2,3%
- Ronaldo Caiado – 1,9%
- Não Sabe ou Indeciso – 23,7%
- Branco ou Nulo -22,5%
Cenário 2
- Lula – 27,1%
- Flávio Bolsonaro – 19,7%
- Romeu Zema – 3,1%
- Ratinho Júnior – 2,5%
- Renan Santos – 1,6%
- Ronaldo Caiado – 1,6%
- Não Sabe ou Indeciso – 23,1%
- Branco ou Nulo -21,3%
Os dados de avaliação também apontam uma fase mais favorável para o governador Cláudio Castro, que apresenta saldo positivo e trajetória de recuperação ao longo do ano. Nas simulações, ele aparece à frente de Flávio Bolsonaro, o que, segundo o instituto, reforça seu protagonismo como principal referência do campo governista no estado.
- Claudio Castro – 19,4%
- Flávio Bolsonaro – 15,9%
- Benedita da Silva – 15,5%
- Pedro Paulo – 3,4%
- Carlos Portinho – 2,4%
- Não Sabe ou Indeciso – 22,9%
- Branco ou Nulo -20,5%
