Camilo Santana celebra reajuste do piso dos professores: ‘Investir na Educação é garantir melhores condições’ – Jovem Pan

Com a resolução, para 2026, a remuneração sai de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válida para jornadas de 40 horas semanais

DANIEL GALBER/UAI FOTO/ESTADÃO CONTEÚDO Camilo Santana, ministro da Educação, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O ministro da Educação, Camilo Santana, celebrou a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do reajuste salarial dos professores em 5,4%. “Vitória histórica dos professores de todo o Brasil!”, escreveu o ministro. “Investir na Educação é garantir melhores condições de remuneração aos nossos professores. Isso é respeito e compromisso com quem dedica a vida a ensinar”, acrescentou.

Camilo Santana e Lula estiveram juntos nesta quarta, em reunião exatamente para falar sobre o piso salarial dos professores e assinar a Medida Provisória que será publicada nesta quinta-feira (21).

A MP também determina reajuste anual do piso salarial sempre acima da inflação do ano anterior. Para o cálculo, será considerado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e metade do crescimento médio das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) nos últimos cinco anos.

Conforme adiantou a Jovem Pan, a decisão ocorreu após críticas de entidades, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A assinatura confirma a intervenção do governo para garantir que o valor supere a inflação acumulada de aproximadamente 4,3%.

Sem a MP, a aplicação automática da Lei nº 11.738/2008 resultaria em um reajuste de apenas 0,37% — o equivalente à cerca de R$ 18,00 —, segundo o sindicato. Reajuste inicial foi oficializado em edição extra do Diário Oficial da União de 30 de dezembro do ano passado.

Segundo a CNTE, a deterioração do Fundo decorre de uma “tempestade perfeita” econômica e legislativa, citando:

  • A Emenda Constitucional nº 135 (oriunda da PEC 45/2024), que realocou recursos do Fundeb para matrículas em tempo integral sem aporte de dinheiro novo;
  • A não recuperação da arrecadação do ICMS aos patamares anteriores a 2022 (período de cortes de alíquotas no governo Bolsonaro);
  • Impactos econômicos recentes, como o “tarifaço” imposto por Donald Trump, que afetaram setores estratégicos e, consequentemente, a arrecadação vinculada ao fundo;

Com a resolução, para 2026, a remuneração sai de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válida para jornadas de 40 horas semanais. O novo valor entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional em até 120 dias.





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Com a resolução, para 2026, a remuneração sai de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válida para jornadas de 40 horas semanais

DANIEL GALBER/UAI FOTO/ESTADÃO CONTEÚDOO presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participa da cerimônia de lançamento do "Programa Escolas em Tempo Integral", no Centro de Eventos de Fortaleza, no bairro Edson Queiroz, no Ceará, na manhã desta sexta-feira, 12. Lula estava acompanhado do ministro da Educação, Camilo Santana (PT) Camilo Santana, ministro da Educação, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O ministro da Educação, Camilo Santana, celebrou a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do reajuste salarial dos professores em 5,4%. “Vitória histórica dos professores de todo o Brasil!”, escreveu o ministro. “Investir na Educação é garantir melhores condições de remuneração aos nossos professores. Isso é respeito e compromisso com quem dedica a vida a ensinar”, acrescentou.

Camilo Santana e Lula estiveram juntos nesta quarta, em reunião exatamente para falar sobre o piso salarial dos professores e assinar a Medida Provisória que será publicada nesta quinta-feira (21).

A MP também determina reajuste anual do piso salarial sempre acima da inflação do ano anterior. Para o cálculo, será considerado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e metade do crescimento médio das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) nos últimos cinco anos.

Conforme adiantou a Jovem Pan, a decisão ocorreu após críticas de entidades, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A assinatura confirma a intervenção do governo para garantir que o valor supere a inflação acumulada de aproximadamente 4,3%.

Sem a MP, a aplicação automática da Lei nº 11.738/2008 resultaria em um reajuste de apenas 0,37% — o equivalente à cerca de R$ 18,00 —, segundo o sindicato. Reajuste inicial foi oficializado em edição extra do Diário Oficial da União de 30 de dezembro do ano passado.

Segundo a CNTE, a deterioração do Fundo decorre de uma “tempestade perfeita” econômica e legislativa, citando:

  • A Emenda Constitucional nº 135 (oriunda da PEC 45/2024), que realocou recursos do Fundeb para matrículas em tempo integral sem aporte de dinheiro novo;
  • A não recuperação da arrecadação do ICMS aos patamares anteriores a 2022 (período de cortes de alíquotas no governo Bolsonaro);
  • Impactos econômicos recentes, como o “tarifaço” imposto por Donald Trump, que afetaram setores estratégicos e, consequentemente, a arrecadação vinculada ao fundo;

Com a resolução, para 2026, a remuneração sai de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válida para jornadas de 40 horas semanais. O novo valor entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional em até 120 dias.

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