Em discurso no STF, Fachin volta a defender autocorreção dos ministros – Jovem Pan

TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Ministro Edson Fachin

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, voltou a defender nesta segunda-feira (2), durante discurso na abertura do ano do Judiciário, que os membros da corte façam uma autocorreção.

Fachin afirmou que é o momento dos ministros adotarem uma postura ponderada. “É hora de um reencontro com o sentido essencial da República, da tripartição real de Poderes e da convivência harmônica e independente, com equilíbrio institucional. Somos todos chamados a essa arena”, disse o presidente da Suprema Corte.

Em sua fala, Fachin reconheceu que, nos últimos anos, o STF assumiu um papel central em meio a crises políticas e na defesa do processo eleitoral. No entanto, ele avalia que o cenário para 2026 exige uma mudança de postura, focada na construção institucional a longo prazo.

Segundo o ministro, o Tribunal não deve tentar resolver todos os problemas do país sozinho. “O desafio é reconhecer o protagonismo do sistema político nas funções que são dele”, afirmou. Para ele, saber “calibrar a ação” é fundamental para preservar a legitimidade da Justiça.

Código de Ética

Durante o discurso, Fachin anunciou o compromisso de criar um Código de Ética para o Supremo Tribunal Federal. A relatoria da proposta está sob responsabilidade da ministra Cármen Lúcia.

“Vamos caminhar juntos na construção do consenso no âmbito deste colegiado”, garantiu Fachin, destacando que o debate sobre integridade e transparência será uma marca de sua gestão.

*Matéria em atualização



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TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOMinistro Edson Fachin Ministro Edson Fachin

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, voltou a defender nesta segunda-feira (2), durante discurso na abertura do ano do Judiciário, que os membros da corte façam uma autocorreção.

Fachin afirmou que é o momento dos ministros adotarem uma postura ponderada. “É hora de um reencontro com o sentido essencial da República, da tripartição real de Poderes e da convivência harmônica e independente, com equilíbrio institucional. Somos todos chamados a essa arena”, disse o presidente da Suprema Corte.

Em sua fala, Fachin reconheceu que, nos últimos anos, o STF assumiu um papel central em meio a crises políticas e na defesa do processo eleitoral. No entanto, ele avalia que o cenário para 2026 exige uma mudança de postura, focada na construção institucional a longo prazo.

Segundo o ministro, o Tribunal não deve tentar resolver todos os problemas do país sozinho. “O desafio é reconhecer o protagonismo do sistema político nas funções que são dele”, afirmou. Para ele, saber “calibrar a ação” é fundamental para preservar a legitimidade da Justiça.

Código de Ética

Durante o discurso, Fachin anunciou o compromisso de criar um Código de Ética para o Supremo Tribunal Federal. A relatoria da proposta está sob responsabilidade da ministra Cármen Lúcia.

“Vamos caminhar juntos na construção do consenso no âmbito deste colegiado”, garantiu Fachin, destacando que o debate sobre integridade e transparência será uma marca de sua gestão.

*Matéria em atualização

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