PF afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por faltas; ex-deputado pode ser demitido

A Polícia Federal (PF) determinou, nesta quinta-feira (26), o afastamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da corporação até a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O procedimento foi instaurado para apurar faltas não justificadas do ex-parlamentar na delegacia da PF em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio. A investigação vai analisar se houve abandono de cargo — o que pode resultar em demissão ao fim do processo.

Segundo portaria assinada pelo corregedor regional da PF no Rio de Janeiro, Eduardo deverá entregar a carteira funcional e a arma de fogo institucional ao chefe imediato no prazo de cinco dias úteis, salvo decisão em contrário da autoridade responsável. Caso seja comprovada infração disciplinar, o ele poderá ser demitido do cargo público.

Sem mandato para justificar ausência, Eduardo Bolsonaro pode ser demitido por abandonar cargo

O ex-parlamentar teve o mandato cassado em dezembro de 2025 por faltas às sessões da Câmara dos Deputados. A PF determinou, então, o retorno imediato às funções como escrivão.

Eduardo está nos Estados Unidos desde março de 2025 e afirma que não retornará ao Brasil por se considerar alvo de perseguição política.

Além do processo administrativo na esfera disciplinar, Eduardo também responde a ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF). No último dia 19 de fevereiro, a Corte formalizou a abertura de ação por obstrução de Justiça e coação, tornando-o réu.

Com informações do portal “Metrópoles”.



NOTÍCIA