O presidente da comissão disse que a sua pretensão era de entrar com mandado de segurança junto ao STF na quarta-feira (4) para adiar conclusão dos trabalhos
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) comunicou nesta terça-feira (3) que decidiu “aguardar mais alguns dias” pela resposta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre a prorrogação por mais 60 dias da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura as fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Em entrevista a jornalistas, o presidente do comitê disse que anteriormente a sua pretensão era de entrar com mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (4).
“Fiquei muito esperançoso diante do que ouvi do presidente Davi [Alcolumbre]. Vamos aguardar mais um tempo. Recorrer ao Supremo nunca foi o meu desejo. Quem me acompanha sabe que sempre defendi que o Parlamento tem de ter autonomia, responsabilidade e firmeza de resolver as questões”, declarou o senador, citando a fala do presidente do Senado sobre a rejeição do pedido para anular a quebra de sigilo do empresário Fábio Luis da Silva, o Lulinha.
Carlos Viana contou aos jornalistas que conversou com Alcolumbre sobre a prorrogação da comissão. O senador informou que o presidente do Senado ainda “não tomou uma decisão sobre o assunto”, mas que “dará em breve uma resposta”.
Perguntado sobre o que diz o regimento do Congresso Nacional sobre a prorrogação de uma CPMI, Carlos Viana respondeu que é preciso coletar a quantidade de assinaturas necessárias para entregar um requerimento ao presidente da Casa Legislativa. Depois, ele faz a leitura do documento.
Carlos Viana ponderou que, até o momento, nenhum requerimento foi protocolado para ser lido. Questionado sobre a declaração do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) de que fez o envio do documento e que sumiu, o também presidente da CPMI do INSS disse que “não tem ciência dessa história”.
“O que eu sei é que ele ainda não consta para leitura do presidente na próxima reunião da Casa”, acrescentou.
Quebra de sigilo de Lulinha
Na sessão de quinta-feira (26), a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Logo depois, houve confusão e empurra-empurra entre os presentes. Senadores e deputados da base do governo protocolaram junto à presidência do Senado pedido de anulação da medida, rejeitada nesta terça-feira por Alcolumbre.
Perguntado sobre a decisão do presidente do Senado, Carlos Viana disse que “não viu com surpresa”. “Desde o primeiro momento, eu cumpri com o regimento desta Casa. Fui transparente em todos aqueles instantes da CPMI, buscando fazer com que a verdade fosse trazida diante do que determina uma votação como aquela”, declarou.
O presidente da CPMI acrescentou que a comissão “não vai blindar ninguém”. “Vou colocar em votação todo e qualquer requerimento, seja no nome de quem for, parente de gente importante ou banqueiro”, afirmou.
O senador considerou que a “vitória” sobre a manutenção da decisão da CPMI é a “confirmação” de que está “no caminho certo” sobre a condução dos trabalhos da CPMI. Sobre o relatório final, Carlos Viana declarou que irá “buscar o consenso” e, junto aos líderes, a formulação de um documento que “atenda a todos os lados”, embasado nas informações coletadas durante a apuração feita pela comissão.
CPMI do INSS
Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS fez 32 reuniões até quinta-feira. Nessa reta final, a comissão está concentrada em analisar fraudes em empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis. Em 2025, o comitê ouviu Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como o “Careca do INSS”.
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), qualificou Antunes como “autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil”. Segundo os dados apurados pela CPMI, o “Careca no INSS” seria o operador do esquema e teria movimentado R$ 24,5 milhões em cinco meses.
De acordo com o calendário oficial de atividades para 2026, a CPMI ouvirá testemunhas até 19 de março. No dia 23, está marcada a apresentação e leitura do relatório final. Já a votação do documento ficou para o dia 26.
O presidente da comissão disse que a sua pretensão era de entrar com mandado de segurança junto ao STF na quarta-feira (4) para adiar conclusão dos trabalhos
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) comunicou nesta terça-feira (3) que decidiu “aguardar mais alguns dias” pela resposta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre a prorrogação por mais 60 dias da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura as fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Em entrevista a jornalistas, o presidente do comitê disse que anteriormente a sua pretensão era de entrar com mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (4).
“Fiquei muito esperançoso diante do que ouvi do presidente Davi [Alcolumbre]. Vamos aguardar mais um tempo. Recorrer ao Supremo nunca foi o meu desejo. Quem me acompanha sabe que sempre defendi que o Parlamento tem de ter autonomia, responsabilidade e firmeza de resolver as questões”, declarou o senador, citando a fala do presidente do Senado sobre a rejeição do pedido para anular a quebra de sigilo do empresário Fábio Luis da Silva, o Lulinha.
Carlos Viana contou aos jornalistas que conversou com Alcolumbre sobre a prorrogação da comissão. O senador informou que o presidente do Senado ainda “não tomou uma decisão sobre o assunto”, mas que “dará em breve uma resposta”.
Perguntado sobre o que diz o regimento do Congresso Nacional sobre a prorrogação de uma CPMI, Carlos Viana respondeu que é preciso coletar a quantidade de assinaturas necessárias para entregar um requerimento ao presidente da Casa Legislativa. Depois, ele faz a leitura do documento.
Carlos Viana ponderou que, até o momento, nenhum requerimento foi protocolado para ser lido. Questionado sobre a declaração do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) de que fez o envio do documento e que sumiu, o também presidente da CPMI do INSS disse que “não tem ciência dessa história”.
“O que eu sei é que ele ainda não consta para leitura do presidente na próxima reunião da Casa”, acrescentou.
Quebra de sigilo de Lulinha
Na sessão de quinta-feira (26), a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Logo depois, houve confusão e empurra-empurra entre os presentes. Senadores e deputados da base do governo protocolaram junto à presidência do Senado pedido de anulação da medida, rejeitada nesta terça-feira por Alcolumbre.
Perguntado sobre a decisão do presidente do Senado, Carlos Viana disse que “não viu com surpresa”. “Desde o primeiro momento, eu cumpri com o regimento desta Casa. Fui transparente em todos aqueles instantes da CPMI, buscando fazer com que a verdade fosse trazida diante do que determina uma votação como aquela”, declarou.
O presidente da CPMI acrescentou que a comissão “não vai blindar ninguém”. “Vou colocar em votação todo e qualquer requerimento, seja no nome de quem for, parente de gente importante ou banqueiro”, afirmou.
O senador considerou que a “vitória” sobre a manutenção da decisão da CPMI é a “confirmação” de que está “no caminho certo” sobre a condução dos trabalhos da CPMI. Sobre o relatório final, Carlos Viana declarou que irá “buscar o consenso” e, junto aos líderes, a formulação de um documento que “atenda a todos os lados”, embasado nas informações coletadas durante a apuração feita pela comissão.
CPMI do INSS
Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS fez 32 reuniões até quinta-feira. Nessa reta final, a comissão está concentrada em analisar fraudes em empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis. Em 2025, o comitê ouviu Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como o “Careca do INSS”.
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), qualificou Antunes como “autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil”. Segundo os dados apurados pela CPMI, o “Careca no INSS” seria o operador do esquema e teria movimentado R$ 24,5 milhões em cinco meses.
De acordo com o calendário oficial de atividades para 2026, a CPMI ouvirá testemunhas até 19 de março. No dia 23, está marcada a apresentação e leitura do relatório final. Já a votação do documento ficou para o dia 26.
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