Após 1ª semana de março, encontro de Trump e Lula segue sem previsão

O encontro presencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não tem data definida. Interlocutores do Palácio do Planalto admitem que a reunião, inicialmente cogitada para a segunda semana de março, pode ser adiada.

A agenda entre os dois líderes vem sendo negociada desde o ano passado. Em janeiro, Lula e Trump conversaram por telefone. Segundo o Planalto, na ocasião, os presidentes acertaram que o petista faria uma visita a Washington, capital dos Estados Unidos.

Ainda naquele mês, Lula chegou a afirmar que o encontro ocorreria “no começo de março”. Em fevereiro, porém, integrantes do governo brasileiro passaram a indicar que a reunião poderia ocorrer apenas na segunda quinzena do mês.

Um auxiliar do presidente afirma que, apesar das sinalizações, ainda não é possível confirmar o cronograma. Na avaliação dele, a escalada de tensões envolvendo a ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã pode influenciar o calendário.

“A gente ainda pode ter essa reunião, sim. Se não for em março, pode ser em abril, pode ser em maio”, disse.

Lula e Trump na Malásia
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Lula e Trump na Malásia

Andrew Harnik/Getty Images

Trump em encontro com Lula
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Trump em encontro com Lula

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Donald Trump e Lula
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Donald Trump e Lula

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Trump e Lula. Brasil foi um dos países afetados pelo tarifaço e taxas globais impostas pelo republicano
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Trump e Lula. Brasil foi um dos países afetados pelo tarifaço e taxas globais impostas pelo republicano

Ricardo Stuckert/PR

Os presidentes dos EUA e do Brasil, Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva
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Os presidentes dos EUA e do Brasil, Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva

Ricardo Stuckert/PR

Lula e Trump se encontraram pessoalmente em outubro do ano passado, durante uma agenda na Malásia. A reunião ocorreu em meio à sobretaxação imposta pelo presidente americano a produtos brasileiros. Na ocasião, o petista defendeu a suspensão do “tarifaço” contra o Brasil.

Um mês depois, o governo dos Estados Unidos retirou uma sobretaxa de 40% aplicada a uma série de produtos exportados pelo Brasil, como café e carne bovina.


Pauta do encontro

  • Ao longo das últimas semanas, Lula mencionou temas que poderiam ser discutidos na visita a Trump.
  • O comércio entre os países deve ser um dos focos do encontro. Apesar de um recuo nas sobretaxas, alguns produtos brasileiros ainda seguem afetados pelo tarifaço.
  • O petista indicou que deseja tratar de uma possível colaboração entre Brasil e EUA para combater o crime organizado.
  • Minerais críticos e terras raras também devem entrar na pauta.

Expectativas de Lula e Trump

Em janeiro, Lula afirmou que pretendia conversar com Trump sobre as “boas relações entre Brasil e Estados Unidos”. No ano passado, o relacionamento entre os dois países passou por momentos de tensão, marcados por disputas comerciais e sanções americanas contra autoridades brasileiras.

“Eu estou convencido de que a gente vai voltar à normalidade logo, que vamos fortalecer o multilateralismo e fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, disse o petista.

Na conversa que tiveram por telefone, Lula e Trump também discutiram a criação do chamado Conselho da Paz, iniciativa anunciada pelo presidente americano para coordenar esforços internacionais em torno de conflitos globais.

Críticas de Lula a Trump

O presidente Lula criticou, na última semana, os planos anunciados por Trump para reconstruir a região da Faixa de Gaza. O americano tem dito que vai promover, por meio do Conselho da Paz, um plano de reconstrução e “estabilização” de Gaza. Segundo ele, o grupo deve investir cerca de US$ 5 bilhões na empreitada.

“Compensou destruir Gaza, matando a quantidade de mulheres e crianças, para agora aparecerem com pompa criando um Conselho, para dizer: ‘Vamos reconstruir Gaza’?”, questionou Lula.

Sem mencionar Trump, o petista avaliou que os planos do Conselho da Paz envolvem a construção de um “resort para milionário passar férias no lugar onde estão os cadáveres das mulheres e das crianças”.

“Muitas vezes, a gente fica impassível. Se a gente não gritar, se a gente não falar, se a gente não se mexer, nada acontece”, disse Lula.

Em fevereiro, Donald Trump declarou que “se dá muito bem” com Lula e que vai “adorar” recebê-lo em Washington.

“Bem, eu me dou muito bem com o presidente do Brasil”, disse Trump. “Eu vou adorar fazer isso”, acrescentou ele, ao responder sobre o encontro entre os líderes que deve ocorrer em breve.



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O encontro presencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não tem data definida. Interlocutores do Palácio do Planalto admitem que a reunião, inicialmente cogitada para a segunda semana de março, pode ser adiada.

A agenda entre os dois líderes vem sendo negociada desde o ano passado. Em janeiro, Lula e Trump conversaram por telefone. Segundo o Planalto, na ocasião, os presidentes acertaram que o petista faria uma visita a Washington, capital dos Estados Unidos.

Ainda naquele mês, Lula chegou a afirmar que o encontro ocorreria “no começo de março”. Em fevereiro, porém, integrantes do governo brasileiro passaram a indicar que a reunião poderia ocorrer apenas na segunda quinzena do mês.

Um auxiliar do presidente afirma que, apesar das sinalizações, ainda não é possível confirmar o cronograma. Na avaliação dele, a escalada de tensões envolvendo a ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã pode influenciar o calendário.

“A gente ainda pode ter essa reunião, sim. Se não for em março, pode ser em abril, pode ser em maio”, disse.

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Lula e Trump se encontraram pessoalmente em outubro do ano passado, durante uma agenda na Malásia. A reunião ocorreu em meio à sobretaxação imposta pelo presidente americano a produtos brasileiros. Na ocasião, o petista defendeu a suspensão do “tarifaço” contra o Brasil.

Um mês depois, o governo dos Estados Unidos retirou uma sobretaxa de 40% aplicada a uma série de produtos exportados pelo Brasil, como café e carne bovina.


Pauta do encontro

  • Ao longo das últimas semanas, Lula mencionou temas que poderiam ser discutidos na visita a Trump.
  • O comércio entre os países deve ser um dos focos do encontro. Apesar de um recuo nas sobretaxas, alguns produtos brasileiros ainda seguem afetados pelo tarifaço.
  • O petista indicou que deseja tratar de uma possível colaboração entre Brasil e EUA para combater o crime organizado.
  • Minerais críticos e terras raras também devem entrar na pauta.

Expectativas de Lula e Trump

Em janeiro, Lula afirmou que pretendia conversar com Trump sobre as “boas relações entre Brasil e Estados Unidos”. No ano passado, o relacionamento entre os dois países passou por momentos de tensão, marcados por disputas comerciais e sanções americanas contra autoridades brasileiras.

“Eu estou convencido de que a gente vai voltar à normalidade logo, que vamos fortalecer o multilateralismo e fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, disse o petista.

Na conversa que tiveram por telefone, Lula e Trump também discutiram a criação do chamado Conselho da Paz, iniciativa anunciada pelo presidente americano para coordenar esforços internacionais em torno de conflitos globais.

Críticas de Lula a Trump

O presidente Lula criticou, na última semana, os planos anunciados por Trump para reconstruir a região da Faixa de Gaza. O americano tem dito que vai promover, por meio do Conselho da Paz, um plano de reconstrução e “estabilização” de Gaza. Segundo ele, o grupo deve investir cerca de US$ 5 bilhões na empreitada.

“Compensou destruir Gaza, matando a quantidade de mulheres e crianças, para agora aparecerem com pompa criando um Conselho, para dizer: ‘Vamos reconstruir Gaza’?”, questionou Lula.

Sem mencionar Trump, o petista avaliou que os planos do Conselho da Paz envolvem a construção de um “resort para milionário passar férias no lugar onde estão os cadáveres das mulheres e das crianças”.

“Muitas vezes, a gente fica impassível. Se a gente não gritar, se a gente não falar, se a gente não se mexer, nada acontece”, disse Lula.

Em fevereiro, Donald Trump declarou que “se dá muito bem” com Lula e que vai “adorar” recebê-lo em Washington.

“Bem, eu me dou muito bem com o presidente do Brasil”, disse Trump. “Eu vou adorar fazer isso”, acrescentou ele, ao responder sobre o encontro entre os líderes que deve ocorrer em breve.

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