Caso Master: STF começa a analisar nesta sexta-feira prisão preventiva de Vorcaro – Jovem Pan

Decisão do ministro do Supremo André Mendonça prendeu o dono do Banco Master no último dia 4, em São Paulo

Wallace Martins / STF Estátua da Justiça localizada em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar, nesta sexta-feira (13), a decisão do ministro André Mendonça, relator do caso na Corte, que prendeu preventivamente o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e três aliados.

Vorcaro foi preso no último dia 4, em São Paulo, durante nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, supostamente cometidos por uma organização criminosa.

O banqueiro está preso na Penitenciária Federal de Brasília, onde ficará isolado por 20 dias. Antes de ser encaminhado, ele passou por análise no IML. O banqueiro estava preso em Potim, no interior de São Paulo. A transferência ao presídio de Brasília ocorre após decisão de Mendonça, que atendeu a pedido da Polícia Federal.

Atualmente, a Segunda Turma do STF é composta por Mendonça, Dias Toffoli, Kássio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Na quarta-feira (11), Toffoli decidiu não participar da votação. O ministro justificou a sua decisão por “motivo de foro íntimo”.

Mais cedo na quarta-feira, Toffoli havia decidido se afastar da ação sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master sob a mesma justificativa. Em 12 de fevereiro, o ministro deixou a relatoria do caso da instituição financeira depois de a Polícia Federal enviar ao presidente do STF, Edson Fachin, relatório sobre a perícia feita no celular de Vorcaro.

Como mostrou a Jovem Pan, à época, Toffoli argumentou aos colegas que não via motivos para deixar a relatoria do caso, mas se viu isolado e cedeu. Os integrantes da Corte entenderam no momento que a atuação do magistrado no processo do Banco Master causou um desgaste desnecessário ao Supremo.

Menções a Toffoli em celular de Vorcaro

A PF informou ter encontrado diversas menções a Toffoli no celular de Vorcaro. Por esse motivo, a entidade pediu ao presidente do STF a arguição de suspeição do ministro. Ou seja, que o magistrado fosse declarado “suspeito” para atuar no processo. No entanto, essa solicitação só pode ser feita pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

Segundo o relatório da PF, Vorcaro e o seu cunhado Fabiano Zettel trocaram mensagens em que discutiam pagamentos à Maridt ParticipaçõesToffoli e seus dois irmãos são sócios da empresa.

O gabinete de Toffoli chegou a emitir uma nota sobre o vínculo do ministro com a Maridt Participações e supostas ligações com Vorcaro. No comunicado, o magistrado negou ter “qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima” com o banqueiro. Ele também disse que “jamais recebeu qualquer valor” do dono do Master ou de Zettel.



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Decisão do ministro do Supremo André Mendonça prendeu o dono do Banco Master no último dia 4, em São Paulo

Wallace Martins / STFEstátua da Justiça localizada em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília Estátua da Justiça localizada em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar, nesta sexta-feira (13), a decisão do ministro André Mendonça, relator do caso na Corte, que prendeu preventivamente o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e três aliados.

Vorcaro foi preso no último dia 4, em São Paulo, durante nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, supostamente cometidos por uma organização criminosa.

O banqueiro está preso na Penitenciária Federal de Brasília, onde ficará isolado por 20 dias. Antes de ser encaminhado, ele passou por análise no IML. O banqueiro estava preso em Potim, no interior de São Paulo. A transferência ao presídio de Brasília ocorre após decisão de Mendonça, que atendeu a pedido da Polícia Federal.

Atualmente, a Segunda Turma do STF é composta por Mendonça, Dias Toffoli, Kássio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Na quarta-feira (11), Toffoli decidiu não participar da votação. O ministro justificou a sua decisão por “motivo de foro íntimo”.

Mais cedo na quarta-feira, Toffoli havia decidido se afastar da ação sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master sob a mesma justificativa. Em 12 de fevereiro, o ministro deixou a relatoria do caso da instituição financeira depois de a Polícia Federal enviar ao presidente do STF, Edson Fachin, relatório sobre a perícia feita no celular de Vorcaro.

Como mostrou a Jovem Pan, à época, Toffoli argumentou aos colegas que não via motivos para deixar a relatoria do caso, mas se viu isolado e cedeu. Os integrantes da Corte entenderam no momento que a atuação do magistrado no processo do Banco Master causou um desgaste desnecessário ao Supremo.

Menções a Toffoli em celular de Vorcaro

A PF informou ter encontrado diversas menções a Toffoli no celular de Vorcaro. Por esse motivo, a entidade pediu ao presidente do STF a arguição de suspeição do ministro. Ou seja, que o magistrado fosse declarado “suspeito” para atuar no processo. No entanto, essa solicitação só pode ser feita pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

Segundo o relatório da PF, Vorcaro e o seu cunhado Fabiano Zettel trocaram mensagens em que discutiam pagamentos à Maridt ParticipaçõesToffoli e seus dois irmãos são sócios da empresa.

O gabinete de Toffoli chegou a emitir uma nota sobre o vínculo do ministro com a Maridt Participações e supostas ligações com Vorcaro. No comunicado, o magistrado negou ter “qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima” com o banqueiro. Ele também disse que “jamais recebeu qualquer valor” do dono do Master ou de Zettel.

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