Lula recebe presidente da Bolívia e assina acordos contra o crime organizado – Jovem Pan

O petista afirmou que o texto ‘prevê maior coordenação para prevenir e punir o tráfico de drogas e de pessoas, contrabandos, roubo de veículos, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e crimes ambientais’

Ricardo Stuckert / PR
Lula também destacou a intenção de aumentar o volume de gás natural do país vizinho

Ao receber o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou contratos em áreas como turismo, energia e combate a crimes transnacionais.  O presidente brasileiro celebrou a parceria comercial entre os dois países, mas disse que pode melhorar. Um dos temas tratados no encontro foi o combate ao crime organizado internacional, uma preocupação comum aos dois países.

“Ele prevê maior coordenação para prevenir e punir o tráfico de drogas e de pessoas, contrabandos, roubo de veículos, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e crimes ambientais. Ao mesmo tempo, é fundamental facilitar a mobilidade das pessoas.”

Lula também destacou a intenção de aumentar o volume de gás natural do país vizinho.

.“Em um contexto internacional marcado por conflitos, que ameaça a provisão segura de combustíveis, a Bolívia permanece como a fonte segura e mantém a condição de maior fornecedor de gás natural para o Brasil. Conversamos sobre a possibilidade de ampliar investimentos nessa área e incrementar o volume exportado para o mercado brasileiro. O gasoduto Brasil-Bolívia pode ser aproveitado para uma integração mais ampla dos mercados de gás do Cone Sul”.

“Necessidade histórica”

Lula afirmou que a integração entre os países da América do Sul “é uma necessidade histórica”, e não um “projeto ideológico”. Lula voltou a destacar a importância da participação da Bolívia no bloco Mercosul.

“A adesão da Bolívia ao Mercosul representa um passo histórico. O Mercosul se fortalece e nos dá mais autonomia estratégica diante das instabilidades do mercado global. Com a Bolívia, o Mercosul deixa de ser um projeto restrito ao Cone Sul e passa a ser consolidado como verdadeiro eixo de integração continental. Integração que ainda conta com instrumentos importantes, como a Celac [Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos]”.

Lula argumentou que, diante de “um mundo cada vez mais competitivo”, nenhum país da região “terá condições de prosperar isoladamente”.

Potencial para ampliar comércio

A Bolívia faz fronteira com o Brasil em quatro estados: Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ao todo, são mais de 3,4 mil quilômetros.

Para Lula, a parceria comercial entre os dois países ainda está abaixo do potencial. Segundo ele, em 2013, o intercâmbio comercial Brasil-Bolívia chegou a US$ 5,5 bilhões. No ano passado, esse valor foi de US$ 2,6 bilhões.

*Com informações da Agência Brasil



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O petista afirmou que o texto ‘prevê maior coordenação para prevenir e punir o tráfico de drogas e de pessoas, contrabandos, roubo de veículos, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e crimes ambientais’

Ricardo Stuckert / PRLula e presidente da Bolívia
Lula também destacou a intenção de aumentar o volume de gás natural do país vizinho

Ao receber o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou contratos em áreas como turismo, energia e combate a crimes transnacionais.  O presidente brasileiro celebrou a parceria comercial entre os dois países, mas disse que pode melhorar. Um dos temas tratados no encontro foi o combate ao crime organizado internacional, uma preocupação comum aos dois países.

“Ele prevê maior coordenação para prevenir e punir o tráfico de drogas e de pessoas, contrabandos, roubo de veículos, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e crimes ambientais. Ao mesmo tempo, é fundamental facilitar a mobilidade das pessoas.”

Lula também destacou a intenção de aumentar o volume de gás natural do país vizinho.

.“Em um contexto internacional marcado por conflitos, que ameaça a provisão segura de combustíveis, a Bolívia permanece como a fonte segura e mantém a condição de maior fornecedor de gás natural para o Brasil. Conversamos sobre a possibilidade de ampliar investimentos nessa área e incrementar o volume exportado para o mercado brasileiro. O gasoduto Brasil-Bolívia pode ser aproveitado para uma integração mais ampla dos mercados de gás do Cone Sul”.

“Necessidade histórica”

Lula afirmou que a integração entre os países da América do Sul “é uma necessidade histórica”, e não um “projeto ideológico”. Lula voltou a destacar a importância da participação da Bolívia no bloco Mercosul.

“A adesão da Bolívia ao Mercosul representa um passo histórico. O Mercosul se fortalece e nos dá mais autonomia estratégica diante das instabilidades do mercado global. Com a Bolívia, o Mercosul deixa de ser um projeto restrito ao Cone Sul e passa a ser consolidado como verdadeiro eixo de integração continental. Integração que ainda conta com instrumentos importantes, como a Celac [Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos]”.

Lula argumentou que, diante de “um mundo cada vez mais competitivo”, nenhum país da região “terá condições de prosperar isoladamente”.

Potencial para ampliar comércio

A Bolívia faz fronteira com o Brasil em quatro estados: Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ao todo, são mais de 3,4 mil quilômetros.

Para Lula, a parceria comercial entre os dois países ainda está abaixo do potencial. Segundo ele, em 2013, o intercâmbio comercial Brasil-Bolívia chegou a US$ 5,5 bilhões. No ano passado, esse valor foi de US$ 2,6 bilhões.

*Com informações da Agência Brasil

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