Perfil do relator da PEC 6X1 deve ser de ‘muito trabalho e pouca mídia’ – Jovem Pan

A definição dos nomes é fundamental para as pretensões das legendas em relação a pauta, ainda mais diante de um ano eleitoral

LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
Manifestação pelo fim da escala de trabalho 6X1 na Avenida Paulista, região central de São Paulo

Nos bastidores da Câmara dos Deputados, os partidos da base do governo e da oposição começaram a escolher quem serão os indicados para compor a Comissão Especial que será criada para analisar o conteúdo da PEC, que discute o fim da jornada de trabalho 6×1.

A definição dos nomes é fundamental para as pretensões das legendas em relação a pauta, ainda mais diante de um ano eleitoral. Mas, mais do que isso, a escolha do relator será determinante para atender as diferentes demandas dos parlamentares.

Uma coisa é consenso em Brasília: o relator será um deputado de Centro. No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta, já teria traçado um perfil específico, alguém que tenha bom trânsito político, diálogo com diferentes siglas, capaz de atender o pleito dos trabalhadores e dos setores que podem ser impactados com a medida. Além disso, a busca também é por um relator pouco midiático para não usar a discussão como palanque político.

Um dos parlamentares que participa das discussões afirma que o relator deve ser ter o perfil de “muito trabalho e pouca mídia”. Uma das possibilidades seria a permanência de Paulo Azi, que relatou a proposta na CCJ.

Um dos pontos que podem emperrar as discussões é sobre o tempo de transição para a implementação da redução da jornada de trabalho e as compensações que serão ofertadas ao setor produtivo.

A base do governo deseja a aprovação da PEC com efeito imediato no mercado de trabalho. Dessa forma, o presidente Lula poderia usar a aprovação da proposta na campanha eleitoral como uma tentativa de aumentar sua popularidade e melhorar os índices de aprovação. Já a oposição discute um tempo de transição maior para dar tempo e proteção aos empresários. Além disso, precisam oferecer contrapartidas que sejam interessantes aos setores que serão mais impactos.

Nesta quarta-feira (21), Hugo Motta disse, em uma postagem na rede social, que pretende levar a proposta “ao plenário ainda em maio” e reafirmou que “o compromisso é avançar rápido, mas sempre com muito equilíbrio e responsabilidade”.



<

A definição dos nomes é fundamental para as pretensões das legendas em relação a pauta, ainda mais diante de um ano eleitoral

LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDOManifestação pelo fim da escala de trabalho 6X1 na Avenida Paulista
Manifestação pelo fim da escala de trabalho 6X1 na Avenida Paulista, região central de São Paulo

Nos bastidores da Câmara dos Deputados, os partidos da base do governo e da oposição começaram a escolher quem serão os indicados para compor a Comissão Especial que será criada para analisar o conteúdo da PEC, que discute o fim da jornada de trabalho 6×1.

A definição dos nomes é fundamental para as pretensões das legendas em relação a pauta, ainda mais diante de um ano eleitoral. Mas, mais do que isso, a escolha do relator será determinante para atender as diferentes demandas dos parlamentares.

Uma coisa é consenso em Brasília: o relator será um deputado de Centro. No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta, já teria traçado um perfil específico, alguém que tenha bom trânsito político, diálogo com diferentes siglas, capaz de atender o pleito dos trabalhadores e dos setores que podem ser impactados com a medida. Além disso, a busca também é por um relator pouco midiático para não usar a discussão como palanque político.

Um dos parlamentares que participa das discussões afirma que o relator deve ser ter o perfil de “muito trabalho e pouca mídia”. Uma das possibilidades seria a permanência de Paulo Azi, que relatou a proposta na CCJ.

Um dos pontos que podem emperrar as discussões é sobre o tempo de transição para a implementação da redução da jornada de trabalho e as compensações que serão ofertadas ao setor produtivo.

A base do governo deseja a aprovação da PEC com efeito imediato no mercado de trabalho. Dessa forma, o presidente Lula poderia usar a aprovação da proposta na campanha eleitoral como uma tentativa de aumentar sua popularidade e melhorar os índices de aprovação. Já a oposição discute um tempo de transição maior para dar tempo e proteção aos empresários. Além disso, precisam oferecer contrapartidas que sejam interessantes aos setores que serão mais impactos.

Nesta quarta-feira (21), Hugo Motta disse, em uma postagem na rede social, que pretende levar a proposta “ao plenário ainda em maio” e reafirmou que “o compromisso é avançar rápido, mas sempre com muito equilíbrio e responsabilidade”.

[/gpt3]

NOTÍCIA