Incensado por políticos de direita — e até por influentes representantes da esquerda — Marcelo Corbage, comandante do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), finalmente foi promovido ao último posto da corporação, o de coronel. E por bravura.
Corbage comandou a Operação Contenção nos complexos do Alemão e da Penha em outubro de 2025, que resultou em 122 mortes. Ele era um dos primeiros na pré-lista elaborada pela gestão do ex-secretário da PM Marcelo de Menezes para a promoção.
Mas, na hora de a PM organizar a relação, de fato, o “caveira” caiu para a 27ª posição segundo critérios de merecimento e antiguidade. Quatorze PMs foram promovidos a coronel full no Dia de Tiradentes (21). Mas o nome de Corbage não estava entre eles.
A informação explodiu na tropa — e não como motivo de alegria.
A turma só acalmou com a publicação da promoção, nesta quarta-feira (29). E por bravura.
Operação teve a aprovação da opinião pública
Apesar do elevado índice de letalidade (ou talvez, por causa dele) a operação do Alemão e da Penha foi amplamente aprovada pela opinião pública — e se tornou um potente ativo eleitoral.
Os índices de intenções de votos no ex-governador Cláudio Castro para o Senado; em Flávio Bolsonaro para a Presidência da República; e de outros pré-candidatos do PL e da direita foram impulsionados depois da ação policial.
Elogios do petista Quaquá
Corbage, porém, foi valorizado até nas hostes adversárias. O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, elogiou a operação em suas redes sociais. E no último dia 17, esteve na sede do Bope, foi recebido pelo comandante e outros militares, e, claro, elogiou de novo.
Tudo, claro, registrado nas redes sociais.
“Tive o prazer visitar ontem uma das mais importantes instituições da segurança pública do Brasil, o @bope.oficial!”, postou Quaquá, na legenda de fotos em que, inclusive, segura uma arma pesada.

