Veja as reações à decisão do Senado em rejeitar a indicação de Messias ao STF – Jovem Pan

Políticos e autoridades manifestaram-se por meio das redes sociais após a sessão do Plenário da Casa Alta

Carlos Moura/Agência Senado
Jorge Messias foi o primeiro indicado rejeitado desde 1894

O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU foi o primeiro indicado não aprovado para o cargo desde 1894. Ele recebeu 42 votos contra e 34 a favor. Por meio das redes sociais, políticos e autoridades manifestaram-se sobre a decisão da Casa Alta.

O ministro do STF André Mendonça lamentou a não aprovação do AGU. O magistrado disse respeitar a decisão do Senado e afirmou que “o Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”. “Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF”, escreveu.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGP), Guilherme Boulos, afirmou que a “aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu”. “O Senado sai menor desse episódio lamentável”, declarou.

A deputada federal e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann (PT-PR), classificou o resultado como “uma injustiça”. A parlamentar afirmou que os senadores “privaram o país de uma pessoa muito qualificada para ser ministro do STF”. “Um grande acordão entre a oposição bolsonarista e outros com objetivos eleitoreiros e pessoais dos que se sentem ameaçados pelas investigações de escândalos financeiros e contra o crime organizado”, disse.

O líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA), disse ser “prerrogativa presidencial” a indicação de ministro ao Supremo. O parlamentar afirmou ter respeitado essa “garantia” durante o governo do ex-chefe do Executivo Jair Bolsonaro. “Kassio Nunes Marques e André Mendonça tiveram suas trajetórias respeitadas. O ex-presidente teve sua prerrogativa reconhecida, como deve ser. Messias é um homem honrado e cumpre todos os requisitos constitucionais exigidos”, declarou.

O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que a rejeição de Messias representa o fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O filho mais velho de Bolsonaro declarou que a gestão do petista está “plantando tudo que colheu”. “Um dia histórico para o Brasil”, afirmou.

 

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O líder do Partido Liberal na Câmara, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que o Senado “deu recado claro ao Brasil” e que o “Congresso começa a reagir”. “Hoje não foi a rejeição de um nome, foi o enfrentamento de um modelo. (…) E o que vimos hoje foi isso: um governo sendo questionado de forma direta”, escreveu.

O líder da oposição no Senado, o senador Rogerio Marinho (PL-RN), chamou a rejeição a Messias de “derrota histórica” do Partido dos Trabalhadores (PT). “O Parlamento reagiu e deixou claro: Lula é mercadoria vencida! O Brasil ainda tem jeito, quer normalidade democrática, e o próximo nome para o STF definido após as eleições, com legitimidade e novos critérios”, disse.





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Políticos e autoridades manifestaram-se por meio das redes sociais após a sessão do Plenário da Casa Alta

Carlos Moura/Agência SenadoJorge Messias
Jorge Messias foi o primeiro indicado rejeitado desde 1894

O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU foi o primeiro indicado não aprovado para o cargo desde 1894. Ele recebeu 42 votos contra e 34 a favor. Por meio das redes sociais, políticos e autoridades manifestaram-se sobre a decisão da Casa Alta.

O ministro do STF André Mendonça lamentou a não aprovação do AGU. O magistrado disse respeitar a decisão do Senado e afirmou que “o Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”. “Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF”, escreveu.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGP), Guilherme Boulos, afirmou que a “aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu”. “O Senado sai menor desse episódio lamentável”, declarou.

A deputada federal e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann (PT-PR), classificou o resultado como “uma injustiça”. A parlamentar afirmou que os senadores “privaram o país de uma pessoa muito qualificada para ser ministro do STF”. “Um grande acordão entre a oposição bolsonarista e outros com objetivos eleitoreiros e pessoais dos que se sentem ameaçados pelas investigações de escândalos financeiros e contra o crime organizado”, disse.

O líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA), disse ser “prerrogativa presidencial” a indicação de ministro ao Supremo. O parlamentar afirmou ter respeitado essa “garantia” durante o governo do ex-chefe do Executivo Jair Bolsonaro. “Kassio Nunes Marques e André Mendonça tiveram suas trajetórias respeitadas. O ex-presidente teve sua prerrogativa reconhecida, como deve ser. Messias é um homem honrado e cumpre todos os requisitos constitucionais exigidos”, declarou.

O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que a rejeição de Messias representa o fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O filho mais velho de Bolsonaro declarou que a gestão do petista está “plantando tudo que colheu”. “Um dia histórico para o Brasil”, afirmou.

 

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O líder do Partido Liberal na Câmara, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que o Senado “deu recado claro ao Brasil” e que o “Congresso começa a reagir”. “Hoje não foi a rejeição de um nome, foi o enfrentamento de um modelo. (…) E o que vimos hoje foi isso: um governo sendo questionado de forma direta”, escreveu.

O líder da oposição no Senado, o senador Rogerio Marinho (PL-RN), chamou a rejeição a Messias de “derrota histórica” do Partido dos Trabalhadores (PT). “O Parlamento reagiu e deixou claro: Lula é mercadoria vencida! O Brasil ainda tem jeito, quer normalidade democrática, e o próximo nome para o STF definido após as eleições, com legitimidade e novos critérios”, disse.

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