Quem é Thiago Rangel, deputado estadual preso pela PF nesta terça-feira (05)

Foi preso nesta terça-feira (05) o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), durante uma nova etapa da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF). Apesar de não ter sido citado em outras fases da ação, Rangel já foi alvo de busca e apreensão da PF em outra operação da corporação.

Em 2024, o deputado foi o principal investigado na Operação Postos de Midas. Na ocasião, a PF investigava um esquema de lavagem de dinheiro em Campos dos Goytacazes, reduto eleitoral do parlamentar. Antes de chegar à Alerj, Rangel passou pela Câmara de Campos e tem uma trajetória política conhecida no município do interior.

Thiago Rangel atuou no Detro-RJ e foi vereador em Campos antes de chegar à Alerj

Natural de Campos, Thiago Rangel Lima tem 39 anos e é empresário do ramo varejista. Antes dos cargos como parlamentar, ele já tinha passagens por cargos da administração estadual, como a Superintendência Regional do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM-RJ) e a Diretoria de Fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro-RJ).

Em 2020, ele foi eleito vereador em sua cidade natal. Durante o mandato na Câmara, ficou conhecido por participar da criação do programa de transferência de renda Cartão Goitacá. Dois anos depois, em 2022, foi eleito deputado pelo Podemos, com 31,1 mil votos.

Ele é pai de Thamires Rangel (PMB), que foi eleita vereadora de Campos em 2024, aos 18 anos. Foi a parlamentar mais jovem do país entre as eleitas naquele ano. No ano passado, Thamires foi nomeada pelo então governador Cláudio Castro (PL) para ocupar o posto de subsecretária adjunta de Ambiente e Sustentabilidade no governo estadual.

Deputado foi investigado em ação contra lavagem de dinheiro em postos de Campos

No meio do mandato, em 2024, Rangel foi o alvo da “Postos de Midas”. Na época, a PF apurava um esquema de lavagem de dinheiro que usava postos de combustíveis para camuflar recursos desviados de licitações fraudulentas.

As investigações da época apontaram que o grupo operava desde 2021 por meio de empresas ligadas ao deputado para obter contratos públicos com sobrepreço. O inquérito teve origem após a prisão em flagrante de um suposto aliado de Thiago Rangel por corrupção eleitoral em 2022. Na época, o deputado negou qualquer irregularidade e disse ter “total confiança de que o Poder Judiciário esclarecerá a verdade”.

Na fase atual da Operação Unha e Carne, os investigadores prenderam o deputado por suspeita de envolvimento com fraudes na Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). Segundo as investigações, o esquema repete o padrão de direcionamento de contratos para empresas vinculadas ao grupo, com o objetivo de custear reformas e serviços em escolas da rede estadual no interior. Além dele, outras seis pessoas foram alvos de mandados nesta terça.



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