Além do pai de Vorcaro: quem são os outros presos da 6ª fase da Compliance Zero – Jovem Pan

Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais

PAULO CARNEIRO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O objetivo é de aprofundar as investigações de organização criminosa 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (14) a 6ª fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de aprofundar as investigações de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidaçãocoerçãoobtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos, segundo a própria PF.

A ação prendeu o empresário Henrique Moura Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Veja quem são os outros presos na ação:

Núcleo ‘Os Meninos’ (braço tecnológico e cibernético):

David Henrique Alves: É apontado como o líder do núcleo tecnológico, especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis em redes sociais e monitoramento digital ilegal.

  • Era remunerado mensalmente em cerca de R$ 35.000,00 por Felipe Mourão, gerente do grupo
  • A prisão também se fundamentou em indícios de fuga e tentativa de destruição de provas, pois foi abordado na noite em que a 3ª fase da operação foi deflagrada conduzindo um veículo cheio de computadores, notebooks e malas.

Victor Lima Sedlmaier: Operador auxiliar e prestador contínuo de serviços técnicos de desenvolvimento para David Henrique Alves.

  • Logo após a fuga apressada de David, Victor ingressou na residência do líder e retornou com um caminhão de mudança para retirar móveis e pertences, em um aparente esforço logístico para ocultar vestígios
  • Além disso, um documento de identidade ideologicamente falso com a sua fisionomia foi encontrado no veículo usado por David na fuga

Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos: Atuava como colaborador técnico e logístico subordinado a David Henrique Alves.

  • Era responsável por executar tarefas práticas em ambiente digital, como o pagamento de boletos e a aquisição de domínios na internet para a infraestrutura das ações ilícitas
  • Ele também atuou presencialmente ao lado de Victor no esvaziamento do imóvel de David após o início da 3ª fase da operação

Núcleo ‘A Turma’ (braço presencial, informacional e de intimidação):

Manoel Mendes Rodrigues: Descrito na investigação como um “operador do jogo do bicho”, exercia a liderança de um braço local do grupo no Estado do Rio de Janeiro.

  • Ele funcionava como o executor presencial da organização, fornecendo “mão de obra” para realizar ameaças, intimidação física, coerção e acompanhamento de pessoas consideradas desafetas do núcleo central, a exemplo de episódios de intimidação direta ocorridos em Angra dos Reis/RJ

Anderson Wander da Silva Lima: Trata-se de um policial federal da ativa, lotado no Rio de Janeiro, que atuava como agente infiltrado da organização dentro da Polícia Federal.

  • Ele utilizava seu acesso institucional para realizar consultas indevidas em bancos de dados oficiais e repassar informações sigilosas aos líderes do grupo
  • A investigação aponta que ele não fazia isso como um favor informal, mas recebia contrapartidas financeiras, transferências via Pix e presentes por essa colaboração

Sebastião Monteiro Júnior: É um policial federal aposentado e integrante operacional do grupo.

  • Ele mantinha articulação constante com as lideranças do grupo, utilizando técnicas de ocultação, como o uso de um terminal telefônico internacional (dos Estados Unidos) e mensagens temporárias
  • Participava de encontros presenciais reservados com o líder tático para receber demandas e atualizar as ações oriundas do núcleo central

Compliance Zero

Na 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no último dia 7, policiais federais cumpriram um mandado de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão.

senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, está entre os investigados.

Já na 4ª fase, deflagrada em 16 de abril, foram presos, em caráter preventivo, o ex-presidente do banco público do Distrito Federal Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento montado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que está detido desde o início de março.

Nas quatro primeiras fases da Compliance Zero, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades federativas (Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo).

A pedido da própria corporação e do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro ou o bloqueio de bens patrimoniais de suspeitos até o limite de R$ 27,7 bilhões e o afastamento dos investigados de eventuais cargos públicos.

*Com informações da Agência Brasil 



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Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais

PAULO CARNEIRO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOViatura da Polícia Federal
O objetivo é de aprofundar as investigações de organização criminosa 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (14) a 6ª fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de aprofundar as investigações de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidaçãocoerçãoobtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos, segundo a própria PF.

A ação prendeu o empresário Henrique Moura Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Veja quem são os outros presos na ação:

Núcleo ‘Os Meninos’ (braço tecnológico e cibernético):

David Henrique Alves: É apontado como o líder do núcleo tecnológico, especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis em redes sociais e monitoramento digital ilegal.

  • Era remunerado mensalmente em cerca de R$ 35.000,00 por Felipe Mourão, gerente do grupo
  • A prisão também se fundamentou em indícios de fuga e tentativa de destruição de provas, pois foi abordado na noite em que a 3ª fase da operação foi deflagrada conduzindo um veículo cheio de computadores, notebooks e malas.

Victor Lima Sedlmaier: Operador auxiliar e prestador contínuo de serviços técnicos de desenvolvimento para David Henrique Alves.

  • Logo após a fuga apressada de David, Victor ingressou na residência do líder e retornou com um caminhão de mudança para retirar móveis e pertences, em um aparente esforço logístico para ocultar vestígios
  • Além disso, um documento de identidade ideologicamente falso com a sua fisionomia foi encontrado no veículo usado por David na fuga

Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos: Atuava como colaborador técnico e logístico subordinado a David Henrique Alves.

  • Era responsável por executar tarefas práticas em ambiente digital, como o pagamento de boletos e a aquisição de domínios na internet para a infraestrutura das ações ilícitas
  • Ele também atuou presencialmente ao lado de Victor no esvaziamento do imóvel de David após o início da 3ª fase da operação

Núcleo ‘A Turma’ (braço presencial, informacional e de intimidação):

Manoel Mendes Rodrigues: Descrito na investigação como um “operador do jogo do bicho”, exercia a liderança de um braço local do grupo no Estado do Rio de Janeiro.

  • Ele funcionava como o executor presencial da organização, fornecendo “mão de obra” para realizar ameaças, intimidação física, coerção e acompanhamento de pessoas consideradas desafetas do núcleo central, a exemplo de episódios de intimidação direta ocorridos em Angra dos Reis/RJ

Anderson Wander da Silva Lima: Trata-se de um policial federal da ativa, lotado no Rio de Janeiro, que atuava como agente infiltrado da organização dentro da Polícia Federal.

  • Ele utilizava seu acesso institucional para realizar consultas indevidas em bancos de dados oficiais e repassar informações sigilosas aos líderes do grupo
  • A investigação aponta que ele não fazia isso como um favor informal, mas recebia contrapartidas financeiras, transferências via Pix e presentes por essa colaboração

Sebastião Monteiro Júnior: É um policial federal aposentado e integrante operacional do grupo.

  • Ele mantinha articulação constante com as lideranças do grupo, utilizando técnicas de ocultação, como o uso de um terminal telefônico internacional (dos Estados Unidos) e mensagens temporárias
  • Participava de encontros presenciais reservados com o líder tático para receber demandas e atualizar as ações oriundas do núcleo central

Compliance Zero

Na 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no último dia 7, policiais federais cumpriram um mandado de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão.

senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, está entre os investigados.

Já na 4ª fase, deflagrada em 16 de abril, foram presos, em caráter preventivo, o ex-presidente do banco público do Distrito Federal Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento montado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que está detido desde o início de março.

Nas quatro primeiras fases da Compliance Zero, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades federativas (Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo).

A pedido da própria corporação e do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro ou o bloqueio de bens patrimoniais de suspeitos até o limite de R$ 27,7 bilhões e o afastamento dos investigados de eventuais cargos públicos.

*Com informações da Agência Brasil 

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