Câmara informa ao STF que Mario Frias viajou ao exterior sem autorização – Jovem Pan

Documento enviado ao ministro Flávio Dino aponta que dois pedidos de viagens foram feitos: um para o Bahrein e outro para os EUA; as solicitações ainda estão em análise

Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Deputado federal Mario Frias (PL-SP)

A Câmara dos Deputados informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) viajou ao exterior sem autorização oficial para missão internacional. Segundo o documento enviado ao ministro Flávio Dino, duas solicitações para viagens foram feitas neste mês de maio: uma para o Bahrein – do dia 12 a 18 – e outra para os Estados Unidos (EUA) – de 19 a 22.

No entanto, os pedidos ainda estão em análise, mesmo com o parlamentar já fora do país. A Câmara ainda informou que os custos das viagens de Mario Frias não são de responsabilidade da Casa, mas sim da Embaixada do Bahrein que fez o convite.

Em nota na quarta-feira (20), Frias justificou a viagem ao país asiático com reuniões no parlamento e no Comitê de Desenvolvimento Econômico.

“Com programação institucional previamente definida, incluindo reuniões com representantes do Parlamento bareinita, do Economic Development Board (EDB) e do Conselho Shura”, explicou Frias.

Já nos EUA, o deputado alegou ter agendas em Dallas, no Texas, a convite do movimento Yes Brazil USA. “[O objetivo é…] reuniões com lideranças da comunidade brasileira no exterior, autoridades e representantes políticos, visando ao fortalecimento dos laços institucionais”, disse.

Ainda na nota de quarta-feira, Frias afirmou que todos os compromissos teriam sido comunicados à Câmara dos Deputados.

“Todas as agendas internacionais realizadas pelo parlamentar foram formalmente comunicadas à Câmara dos Deputados, por meio dos procedimentos administrativos próprios e regulares da Secretaria de Relações Internacionais da Casa”, escreveu.

A Jovem Pan tenta contato com Mario Frias sobre o ofício da Câmara. O espaço está aberto para manifestação.

Deputado em meio a polêmicas

Mario Frias está envolvido na polêmica do financiamento do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em áudio cobrando repasses de Vorcaro, que está preso por suspeitas de fraudes contra o sistema financeiro. Mario Frias é produtor-executivo do filme.

Após a divulgação do áudio pelo site The Intercept Brasil, a produtora do filme no Brasil, a GO UP Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, e Mario Frias, primeiro, publicaram notas negando ter havido “qualquer centavo” de Vorcaro no financiamento do projeto.

Depois de Flávio confirmar ter pedido dinheiro a Vorcaro e da confirmação de que pelo menos parte do recurso foi enviado, o deputado voltou atrás e mudou a versão.

“Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta”, afirmou.



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Documento enviado ao ministro Flávio Dino aponta que dois pedidos de viagens foram feitos: um para o Bahrein e outro para os EUA; as solicitações ainda estão em análise

Bruno Spada / Câmara dos DeputadosDeputado federal Mario Frias (PL-SP) recebe alta do hospital nesta sexta-feira (17)
Deputado federal Mario Frias (PL-SP)

A Câmara dos Deputados informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) viajou ao exterior sem autorização oficial para missão internacional. Segundo o documento enviado ao ministro Flávio Dino, duas solicitações para viagens foram feitas neste mês de maio: uma para o Bahrein – do dia 12 a 18 – e outra para os Estados Unidos (EUA) – de 19 a 22.

No entanto, os pedidos ainda estão em análise, mesmo com o parlamentar já fora do país. A Câmara ainda informou que os custos das viagens de Mario Frias não são de responsabilidade da Casa, mas sim da Embaixada do Bahrein que fez o convite.

Em nota na quarta-feira (20), Frias justificou a viagem ao país asiático com reuniões no parlamento e no Comitê de Desenvolvimento Econômico.

“Com programação institucional previamente definida, incluindo reuniões com representantes do Parlamento bareinita, do Economic Development Board (EDB) e do Conselho Shura”, explicou Frias.

Já nos EUA, o deputado alegou ter agendas em Dallas, no Texas, a convite do movimento Yes Brazil USA. “[O objetivo é…] reuniões com lideranças da comunidade brasileira no exterior, autoridades e representantes políticos, visando ao fortalecimento dos laços institucionais”, disse.

Ainda na nota de quarta-feira, Frias afirmou que todos os compromissos teriam sido comunicados à Câmara dos Deputados.

“Todas as agendas internacionais realizadas pelo parlamentar foram formalmente comunicadas à Câmara dos Deputados, por meio dos procedimentos administrativos próprios e regulares da Secretaria de Relações Internacionais da Casa”, escreveu.

A Jovem Pan tenta contato com Mario Frias sobre o ofício da Câmara. O espaço está aberto para manifestação.

Deputado em meio a polêmicas

Mario Frias está envolvido na polêmica do financiamento do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em áudio cobrando repasses de Vorcaro, que está preso por suspeitas de fraudes contra o sistema financeiro. Mario Frias é produtor-executivo do filme.

Após a divulgação do áudio pelo site The Intercept Brasil, a produtora do filme no Brasil, a GO UP Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, e Mario Frias, primeiro, publicaram notas negando ter havido “qualquer centavo” de Vorcaro no financiamento do projeto.

Depois de Flávio confirmar ter pedido dinheiro a Vorcaro e da confirmação de que pelo menos parte do recurso foi enviado, o deputado voltou atrás e mudou a versão.

“Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta”, afirmou.

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