Próximos ao senador avaliam que a classificação de organizações como terroristas fortalece a pré-campanha; já aliados de Lula ficaram atônitos e temem impacto eleitoral
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemoraram a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. A avaliação de pessoas próximas ao pré-candidato à presidência é de que a medida fortalece politicamente Flávio e minimiza a crise provocada pela divulgação dos áudios em que o senador pede R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, segundo interlocutores ouvidos pela Jovem Pan.
Para o entorno de Flávio, a decisão de Trump é uma sinalização de que o senador é relevante para chefe da Casa Branca e vê chances de contar com o apoio do republicano na campanha eleitoral brasileira. O tema das facções criminosas foi abordado por Flávio diretamente no encontro que manteve com Trump na tarde da última terça-feira.
Como mostrou a Jovem Pan, empresários já haviam avaliado que o encontro entre Flávio e Trump não deveria, por si só, reduzir o desgaste do senador com o setor produtivo após a revelação dos áudios. A decisão do republicano sobre o PCC e o CV, no entanto, é vista pelo entorno de Flávio como um elemento novo, capaz de alterar esse cálculo.
Do outro lado, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficaram atônitos com a notícia. Alguns interlocutores não esconderam a surpresa e já avaliam se a medida pode causar danos à campanha do petista à reeleição. A estratégia definida pelo partido é avançar com o tema da soberania nacional como forma de conter qualquer avanço de Flávio nas pesquisas.
Próximos ao senador avaliam que a classificação de organizações como terroristas fortalece a pré-campanha; já aliados de Lula ficaram atônitos e temem impacto eleitoral

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemoraram a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. A avaliação de pessoas próximas ao pré-candidato à presidência é de que a medida fortalece politicamente Flávio e minimiza a crise provocada pela divulgação dos áudios em que o senador pede R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, segundo interlocutores ouvidos pela Jovem Pan.
Para o entorno de Flávio, a decisão de Trump é uma sinalização de que o senador é relevante para chefe da Casa Branca e vê chances de contar com o apoio do republicano na campanha eleitoral brasileira. O tema das facções criminosas foi abordado por Flávio diretamente no encontro que manteve com Trump na tarde da última terça-feira.
Como mostrou a Jovem Pan, empresários já haviam avaliado que o encontro entre Flávio e Trump não deveria, por si só, reduzir o desgaste do senador com o setor produtivo após a revelação dos áudios. A decisão do republicano sobre o PCC e o CV, no entanto, é vista pelo entorno de Flávio como um elemento novo, capaz de alterar esse cálculo.
Do outro lado, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficaram atônitos com a notícia. Alguns interlocutores não esconderam a surpresa e já avaliam se a medida pode causar danos à campanha do petista à reeleição. A estratégia definida pelo partido é avançar com o tema da soberania nacional como forma de conter qualquer avanço de Flávio nas pesquisas.
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