Mulher de 37 anos que fingiu ser criança é indiciada por estelionato

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) concluiu, nesta sexta-feira (5/6), o inquérito que investigava o caso de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, suspeita de se passar por uma menina de 12 anos para conseguir abrigo e auxílio de uma família em Joinville. A mulher foi indiciada por estelionato, e o caso agora será analisado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

A investigação foi conduzida pela 6ª Delegacia de Polícia de Joinville e encaminhada ao Poder Judiciário. Com o recebimento dos autos, caberá ao Ministério Público decidir se apresenta denúncia à Justiça, se solicita novas diligências ou se pede o arquivamento do procedimento.

Segundo o MPSC, o inquérito chegou à promotora responsável nesta sexta e passará por análise antes da definição dos próximos passos.

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, fingia ter 12 anos
1 de 4

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, fingia ter 12 anos

Fotos de mulher que fingia ter 12 anos circulam nas redes
2 de 4

Fotos de mulher que fingia ter 12 anos circulam nas redes

Reprodução/Redes Sociais

Fotos de mulher que fingia ter 12 anos circulam nas redes
3 de 4

Fotos de mulher que fingia ter 12 anos circulam nas redes

Reprodução/Redes Sociais

Mulher de 37 anos é presa após fingir ter 12 e ser "adotada" por família
4 de 4

Mulher de 37 anos é presa após fingir ter 12 e ser “adotada” por família

Reprodução

Entenda o caso

Amanda foi presa em flagrante no início desta semana, após a polícia descobrir que ela vivia sob uma identidade falsa. De acordo com as investigações, ela utilizava o nome “Gabriele” e se apresentava como uma adolescente de 12 anos. A mulher havia sido acolhida informalmente por uma família de Joinville e morava com os integrantes do grupo havia cerca de 14 meses quando a fraude foi revelada.

Conforme a Polícia Civil, Amanda construiu uma narrativa para justificar características físicas incompatíveis com a idade que dizia ter. Ela afirmava sofrer de transtorno do espectro autista e de outros problemas de saúde.

Os investigadores apontam ainda que a suspeita adotava comportamentos infantis para reforçar a versão apresentada. Entre eles, estavam o uso frequente de mamadeiras, chupetas e de um objeto utilizado para dormir conhecido popularmente como “cheirinho”.

Um dos pontos que despertou a atenção da família e dos investigadores foi a resistência da falsa adolescente em frequentar a escola. Segundo a apuração, sempre que surgia a possibilidade de matrícula em uma unidade de ensino da região, ela recusava a proposta.

De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, Amanda também alegava que não queria ser oficialmente adotada porque temia que seu suposto pai biológico descobrisse onde ela estava.

Durante o período em que viveu com a família, a suspeita recebeu diversos tipos de apoio. Segundo a polícia, os responsáveis custearam tratamento para obesidade, incluindo o uso do medicamento tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro. A mulher também participou de uma festa organizada para comemorar o que seria seu aniversário de 12 anos.

Outros casos

Após ser presa, Amanda foi interrogada pela Polícia Civil e confessou os crimes, segundo os investigadores. Ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça. Amanda completa 38 anos no próximo dia 10 de junho.

O episódio de Joinville não foi um caso isolado. Amanda possui registros de ocorrências em diferentes estados do país envolvendo supostas fraudes com características semelhantes. Há relatos atribuídos a ela em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Ceará.

Um dos casos ocorreu em 2023, em Nova Iguaçu (RJ). Segundo denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, Amanda teria se apresentado como uma adolescente chamada “Maria Eduarda” e relatado ter sido vítima de exploração sexual e cárcere privado.

Sensibilizadas com a história, duas mulheres teriam alugado uma residência para ela e arcado com despesas de alimentação, roupas e itens pessoais. O prejuízo estimado foi de cerca de R$ 2 mil. Ela prestou depoimento utilizando identidade falsa e relatou crimes que, posteriormente, não foram confirmados pelas autoridades.



<

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) concluiu, nesta sexta-feira (5/6), o inquérito que investigava o caso de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, suspeita de se passar por uma menina de 12 anos para conseguir abrigo e auxílio de uma família em Joinville. A mulher foi indiciada por estelionato, e o caso agora será analisado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

A investigação foi conduzida pela 6ª Delegacia de Polícia de Joinville e encaminhada ao Poder Judiciário. Com o recebimento dos autos, caberá ao Ministério Público decidir se apresenta denúncia à Justiça, se solicita novas diligências ou se pede o arquivamento do procedimento.

Segundo o MPSC, o inquérito chegou à promotora responsável nesta sexta e passará por análise antes da definição dos próximos passos.

Mulher de 37 anos que fingiu ser criança é indiciada por estelionato - destaque galeria

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, fingia ter 12 anos
1 de 4

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, fingia ter 12 anos

Fotos de mulher que fingia ter 12 anos circulam nas redes
2 de 4

Fotos de mulher que fingia ter 12 anos circulam nas redes

Reprodução/Redes Sociais

Fotos de mulher que fingia ter 12 anos circulam nas redes
3 de 4

Fotos de mulher que fingia ter 12 anos circulam nas redes

Reprodução/Redes Sociais

Mulher de 37 anos é presa após fingir ter 12 e ser "adotada" por família
4 de 4

Mulher de 37 anos é presa após fingir ter 12 e ser “adotada” por família

Reprodução

Entenda o caso

Amanda foi presa em flagrante no início desta semana, após a polícia descobrir que ela vivia sob uma identidade falsa. De acordo com as investigações, ela utilizava o nome “Gabriele” e se apresentava como uma adolescente de 12 anos. A mulher havia sido acolhida informalmente por uma família de Joinville e morava com os integrantes do grupo havia cerca de 14 meses quando a fraude foi revelada.

Conforme a Polícia Civil, Amanda construiu uma narrativa para justificar características físicas incompatíveis com a idade que dizia ter. Ela afirmava sofrer de transtorno do espectro autista e de outros problemas de saúde.

Os investigadores apontam ainda que a suspeita adotava comportamentos infantis para reforçar a versão apresentada. Entre eles, estavam o uso frequente de mamadeiras, chupetas e de um objeto utilizado para dormir conhecido popularmente como “cheirinho”.

Um dos pontos que despertou a atenção da família e dos investigadores foi a resistência da falsa adolescente em frequentar a escola. Segundo a apuração, sempre que surgia a possibilidade de matrícula em uma unidade de ensino da região, ela recusava a proposta.

De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, Amanda também alegava que não queria ser oficialmente adotada porque temia que seu suposto pai biológico descobrisse onde ela estava.

Durante o período em que viveu com a família, a suspeita recebeu diversos tipos de apoio. Segundo a polícia, os responsáveis custearam tratamento para obesidade, incluindo o uso do medicamento tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro. A mulher também participou de uma festa organizada para comemorar o que seria seu aniversário de 12 anos.

Outros casos

Após ser presa, Amanda foi interrogada pela Polícia Civil e confessou os crimes, segundo os investigadores. Ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça. Amanda completa 38 anos no próximo dia 10 de junho.

O episódio de Joinville não foi um caso isolado. Amanda possui registros de ocorrências em diferentes estados do país envolvendo supostas fraudes com características semelhantes. Há relatos atribuídos a ela em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Ceará.

Um dos casos ocorreu em 2023, em Nova Iguaçu (RJ). Segundo denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, Amanda teria se apresentado como uma adolescente chamada “Maria Eduarda” e relatado ter sido vítima de exploração sexual e cárcere privado.

Sensibilizadas com a história, duas mulheres teriam alugado uma residência para ela e arcado com despesas de alimentação, roupas e itens pessoais. O prejuízo estimado foi de cerca de R$ 2 mil. Ela prestou depoimento utilizando identidade falsa e relatou crimes que, posteriormente, não foram confirmados pelas autoridades.

[/gpt3]

NOTÍCIA