Copacabana: acusados de estupro coletivo respondem por caso semelhante

Dois dos cinco acusados de participação no estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, em janeiro deste ano, também são apontados pela Polícia Civil (PCERJ) como autores de um crime semelhante ocorrido em agosto de 2023, em Botafogo.

A investigação conduzida pela 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) concluiu que dois adolescentes e um adulto estupraram uma menina de 14 anos dentro de uma residência na Rua São Clemente. O terceiro suspeito identificado é Gabriel Oliveira Palmieri, atualmente com 24 anos. Ele não está envolvido no caso de Copacabana. 

Sobre os envolvidos do caso Copacabana, como ambos eram menores de idade em 2023, a 12ª DP pediu à Justiça a expedição de mandados de busca e apreensão contra eles.

2 imagens

Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, foi indiciado pelo crime de estupro em 2023

Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, é um dos envolvidos do caso de estupro coletivo registrado em Copacabana, na Zona Sul
1 de 2

Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, é um dos envolvidos do caso de estupro coletivo registrado em Copacabana, na Zona Sul

Divulgação/PCERJ

Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, foi indiciado pelo crime de estupro em 2023
2 de 2

Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, foi indiciado pelo crime de estupro em 2023

Entenda dinâmica do crime

O estupro aconteceu na Rua São Clemente, na casa de Matheus Veríssimo Zoel Matins, que tinha 17 anos na época. À polícia, a vítima contou que foi atraída ao local por um adolescente de 14 anos. Ele a convidou para um encontro a sós. Hoje com 17 anos, esse mesmo adolescente está internado por determinação da Justiça pelo caso de Copacabana.

Já Mattheus está preso preventivamente pelo mesmo caso, cometido quando ele já era maior de idade.

Em depoimento prestado após a repercussão do caso de Copacabana, a mãe da vítima relatou que a filha foi coagida a permitir a entrada de outros dois jovens no quarto onde estava. A adolescente teria sido submetida a relações sexuais forçadas pelos três suspeitos durante cerca de uma hora e meia.

Ainda conforme o relato, a menina sofreu agressões físicas, incluindo tapas no rosto e socos nas costelas. O estupro teria sido filmado e as imagens divulgadas pelos autores para constranger a vítima.

O delegado responsável pelo caso, Ângelo Lopes, afirmou que fotografias das lesões e mensagens de celular reforçam as provas reunidas pela investigação.

“Entendemos que a dinâmica é muito semelhante ao fato ocorrido este ano em Copacabana, quando o mesmo adolescente foi o responsável por atrair a vítima. Temos fotografias das lesões, tiradas na época do fato, e mensagens de telefone que ajudam a confirmar o ocorrido”, disse.

Segundo o delegado, os elementos reunidos indicam que a ação foi planejada. “Ficou claro para a gente que era uma emboscada. Esse adolescente era popular e se valia dessa condição para atrair as vítimas”, afirmou.

Mandados de busca e apreensão

A PCERJ solicitou a manutenção da apreensão dos dois adolescentes por meio de novos mandados de busca e apreensão. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) se manifestou favoravelmente ao pedido e encaminhou o caso à Vara da Infância e da Juventude.

Os adolescentes responderão por ato infracional análogo ao crime de estupro coletivo qualificado, já que a vítima também era menor de idade. Gabriel Oliveira Palmieri foi indiciado por estupro coletivo qualificado, e a polícia pediu medidas cautelares para impedir qualquer aproximação da vítima.

Menor de idade está apreendido

Em maio, a Vara da Infância e da Juventude da Capital já havia determinado a internação do adolescente envolvido no caso de Copacabana. A decisão considerou a gravidade do crime e a violência praticada contra uma jovem de 17 anos. Segundo a sentença, ele teria planejado uma emboscada contra a vítima, com quem mantinha um relacionamento afetivo.

O adolescente cumpre medida socioeducativa de internação, sem autorização para atividades externas, por um período inicial



<

Dois dos cinco acusados de participação no estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, em janeiro deste ano, também são apontados pela Polícia Civil (PCERJ) como autores de um crime semelhante ocorrido em agosto de 2023, em Botafogo.

A investigação conduzida pela 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) concluiu que dois adolescentes e um adulto estupraram uma menina de 14 anos dentro de uma residência na Rua São Clemente. O terceiro suspeito identificado é Gabriel Oliveira Palmieri, atualmente com 24 anos. Ele não está envolvido no caso de Copacabana. 

Sobre os envolvidos do caso Copacabana, como ambos eram menores de idade em 2023, a 12ª DP pediu à Justiça a expedição de mandados de busca e apreensão contra eles.

Copacabana: acusados de estupro coletivo respondem por caso semelhante - destaque galeria

2 imagens

Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, foi indiciado pelo crime de estupro em 2023

Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, é um dos envolvidos do caso de estupro coletivo registrado em Copacabana, na Zona Sul
1 de 2

Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, é um dos envolvidos do caso de estupro coletivo registrado em Copacabana, na Zona Sul

Divulgação/PCERJ

Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, foi indiciado pelo crime de estupro em 2023
2 de 2

Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, foi indiciado pelo crime de estupro em 2023

Entenda dinâmica do crime

O estupro aconteceu na Rua São Clemente, na casa de Matheus Veríssimo Zoel Matins, que tinha 17 anos na época. À polícia, a vítima contou que foi atraída ao local por um adolescente de 14 anos. Ele a convidou para um encontro a sós. Hoje com 17 anos, esse mesmo adolescente está internado por determinação da Justiça pelo caso de Copacabana.

Já Mattheus está preso preventivamente pelo mesmo caso, cometido quando ele já era maior de idade.

Em depoimento prestado após a repercussão do caso de Copacabana, a mãe da vítima relatou que a filha foi coagida a permitir a entrada de outros dois jovens no quarto onde estava. A adolescente teria sido submetida a relações sexuais forçadas pelos três suspeitos durante cerca de uma hora e meia.

Ainda conforme o relato, a menina sofreu agressões físicas, incluindo tapas no rosto e socos nas costelas. O estupro teria sido filmado e as imagens divulgadas pelos autores para constranger a vítima.

O delegado responsável pelo caso, Ângelo Lopes, afirmou que fotografias das lesões e mensagens de celular reforçam as provas reunidas pela investigação.

“Entendemos que a dinâmica é muito semelhante ao fato ocorrido este ano em Copacabana, quando o mesmo adolescente foi o responsável por atrair a vítima. Temos fotografias das lesões, tiradas na época do fato, e mensagens de telefone que ajudam a confirmar o ocorrido”, disse.

Segundo o delegado, os elementos reunidos indicam que a ação foi planejada. “Ficou claro para a gente que era uma emboscada. Esse adolescente era popular e se valia dessa condição para atrair as vítimas”, afirmou.

Mandados de busca e apreensão

A PCERJ solicitou a manutenção da apreensão dos dois adolescentes por meio de novos mandados de busca e apreensão. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) se manifestou favoravelmente ao pedido e encaminhou o caso à Vara da Infância e da Juventude.

Os adolescentes responderão por ato infracional análogo ao crime de estupro coletivo qualificado, já que a vítima também era menor de idade. Gabriel Oliveira Palmieri foi indiciado por estupro coletivo qualificado, e a polícia pediu medidas cautelares para impedir qualquer aproximação da vítima.

Menor de idade está apreendido

Em maio, a Vara da Infância e da Juventude da Capital já havia determinado a internação do adolescente envolvido no caso de Copacabana. A decisão considerou a gravidade do crime e a violência praticada contra uma jovem de 17 anos. Segundo a sentença, ele teria planejado uma emboscada contra a vítima, com quem mantinha um relacionamento afetivo.

O adolescente cumpre medida socioeducativa de internação, sem autorização para atividades externas, por um período inicial

[/gpt3]

NOTÍCIA