Integrantes do chamado “Centrão” no Congresso comemoraram a operação da Polícia Federal (PF) em endereços ligados ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), na investigação sobre o Banco Master. Para parlamentares ouvidos pelo Metrópoles, a inclusão do senador baiano na apuração reequilibra o desgaste político provocado pelo caso às vésperas das eleições.
A PF deflagrou, nessa quinta-feira (18/6), uma nova fase da Operação Compliance Zero e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador. Além de Jaques Wagner, foi alvo também Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e empresário responsável pela expansão do Credcesta, produto que depois se tornou um dos principais negócios ligados à estrutura do Banco Master.
Até então, os desdobramentos da Compliance Zero vinham atingindo, principalmente, nomes de peso da centro-direita. O principal deles é o senador e presidente do Progressistas, Ciro Nogueira (PP-PI). Houve, também, desgaste para o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no caso relacionado ao filme Dark Horse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) melhorou os índices nas pesquisas de intenção de voto, diante do desgaste de opositores, e passou a explorar o caso Master no último mês. A retórica foi seguida pela base, por militantes nas redes sociais e em discursos políticos. O tema, agora, com as suspeitas em torno de um aliado do governo, deve se tornar mais sensível para o Planalto.
Na avaliação de parlamentares do Centrão, a operação tira do governo a vantagem política que vinha sendo explorada desde os primeiros desdobramentos do caso Master. Com Jaques Wagner na mira, políticos de centro-direita avaliam que o Planalto passa a ter de se explicar sobre um caso que vinha usando para desgastar adversários.
Plano da oposição
A oposição deve explorar, a partir de agora, a relação histórica do PT da Bahia, berço político de Wagner, com o Credcesta, empresa de Augusto Lima que depois passou para a órbita do Banco Master.
“A operação de hoje confirma o que todo mundo já sabia: esse escândalo tem origem no PT da Bahia. Foram eles que deram as condições para que um pequeno negócio se transformasse em algo altamente lucrativo que invadiu todas as estruturas de poder”, disse um deputado baiano ao Metrópoles.
Jaques Wagner vai tentar a reeleição ao Senado este ano. O caso deve ser explorado pela oposição, na Bahia. Parlamentares já começaram a circular um recorte de uma fala do senador criticando o fato de o ex-prefeito de Salvador (BA) e principal figura da oposição baiana ao PT, ACM Neto (União Brasil), ter recebido R$ 3,6 milhões do Master.
“Esse é só o começo. É a ponta do iceberg. Pelo que estou sabendo, tem mais coisa a caminho por aí”, disse Wagner, em março deste ano.
Apesar da mudança de clima no Centrão, algumas figuras se mostram mais cautelosas e dizem aguardar uma reação do PT para tentar desvincular Lula das investigações que miram o líder do governo no Senado.
Até o momento, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre a operação da PF, mas Jaques disse que Lula “se solidarizou” com ele e descartou ser afastado da função no Congresso.
Integrantes do chamado “Centrão” no Congresso comemoraram a operação da Polícia Federal (PF) em endereços ligados ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), na investigação sobre o Banco Master. Para parlamentares ouvidos pelo Metrópoles, a inclusão do senador baiano na apuração reequilibra o desgaste político provocado pelo caso às vésperas das eleições.
A PF deflagrou, nessa quinta-feira (18/6), uma nova fase da Operação Compliance Zero e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador. Além de Jaques Wagner, foi alvo também Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e empresário responsável pela expansão do Credcesta, produto que depois se tornou um dos principais negócios ligados à estrutura do Banco Master.
Até então, os desdobramentos da Compliance Zero vinham atingindo, principalmente, nomes de peso da centro-direita. O principal deles é o senador e presidente do Progressistas, Ciro Nogueira (PP-PI). Houve, também, desgaste para o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no caso relacionado ao filme Dark Horse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) melhorou os índices nas pesquisas de intenção de voto, diante do desgaste de opositores, e passou a explorar o caso Master no último mês. A retórica foi seguida pela base, por militantes nas redes sociais e em discursos políticos. O tema, agora, com as suspeitas em torno de um aliado do governo, deve se tornar mais sensível para o Planalto.
Na avaliação de parlamentares do Centrão, a operação tira do governo a vantagem política que vinha sendo explorada desde os primeiros desdobramentos do caso Master. Com Jaques Wagner na mira, políticos de centro-direita avaliam que o Planalto passa a ter de se explicar sobre um caso que vinha usando para desgastar adversários.
Plano da oposição
A oposição deve explorar, a partir de agora, a relação histórica do PT da Bahia, berço político de Wagner, com o Credcesta, empresa de Augusto Lima que depois passou para a órbita do Banco Master.
“A operação de hoje confirma o que todo mundo já sabia: esse escândalo tem origem no PT da Bahia. Foram eles que deram as condições para que um pequeno negócio se transformasse em algo altamente lucrativo que invadiu todas as estruturas de poder”, disse um deputado baiano ao Metrópoles.
Jaques Wagner vai tentar a reeleição ao Senado este ano. O caso deve ser explorado pela oposição, na Bahia. Parlamentares já começaram a circular um recorte de uma fala do senador criticando o fato de o ex-prefeito de Salvador (BA) e principal figura da oposição baiana ao PT, ACM Neto (União Brasil), ter recebido R$ 3,6 milhões do Master.
“Esse é só o começo. É a ponta do iceberg. Pelo que estou sabendo, tem mais coisa a caminho por aí”, disse Wagner, em março deste ano.
Apesar da mudança de clima no Centrão, algumas figuras se mostram mais cautelosas e dizem aguardar uma reação do PT para tentar desvincular Lula das investigações que miram o líder do governo no Senado.
Até o momento, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre a operação da PF, mas Jaques disse que Lula “se solidarizou” com ele e descartou ser afastado da função no Congresso.
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