O governador em exercício Ricardo Couto publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (26) a nomeação de Caio Castro Lima para o cargo de subsecretário da Subsecretaria de Administração da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen). Ex-chefe de gabinete da Secretaria de Educação e ex-assessor de imprensa do Ministério Público do Rio (MPRJ), ele vai cuidar de licitações e do orçamento de R$ 1,9 bilhão da Seppen.
Publicada em ato oficial, a nomeação tem validade a contar de 22 de junho de 2026. Ele assume a função anteriormente ocupada por Alexander de Carvalho Maia.
Nomeação de Caio Castro Lima chama a atenção por histórico público conturbado
A escolha do governo chama atenção pelo histórico público do novo subsecretário, que já ocupou cargos de destaque no estado e esteve envolvido em episódios de desgaste político e institucional. Em 2016, quando era chefe de gabinete da Secretaria estadual de Educação, pediu exoneração após uma confusão durante uma coletiva no Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador, em meio ao movimento de ocupações de escolas.
Ele também esteve envolvido em uma outra polêmica, em 2017, quando usou um orelhão para ameaçar o até então subprocurador-geral de Justiça Marfan Martins Vieira.
Segundo nota oficial do Ministério Público do Rio publicada à época, o procurador foi vítima de ofensas verbais e ameaça em telefonema anônimo. A identificação teria sido feita a partir do rastreamento da chamada e de imagens de câmeras de segurança do local.
Na ocasião, o MP informou que a eventual responsabilização penal dependeria de iniciativa do próprio ofendido — o subprocurador — por meio de queixa e representação.
A nomeação para uma subsecretaria da Polícia Penal não representa, por si só, qualquer irregularidade, mas recoloca no alto escalão do governo, em uma área sensível do estado — o sistema prisional — um nome que já apareceu em episódios polêmicos da administração pública estadual e do Ministério Público.
COM FABIO MARTINS.

