Mesmo suspensa pela Receita e com registro cassado, Refit segue operando no Rio

Com o cadastro suspenso na Receita Federal e a inscrição estadual cassada no Rio de Janeiro, a Refit, antiga refinaria de Manguinhos, perdeu o direito ao diferimento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na importação de combustível. Na prática, porém, o grupo segue mantendo parte de suas operações em funcionamento por meio de empresas ligadas ao conglomerado.

A principal delas é a World Comércio Atacadista de Combustíveis, adquirida por Ricardo Magro em setembro de 2025. A distribuidora continua realizando entregas de combustíveis no estado a partir de uma base em Duque de Caxias e é responsável pelo abastecimento dos postos da Rede Gulf, cuja marca é explorada no Brasil pelo Grupo Fit.

A continuidade das operações chama atenção porque as empresas do grupo estão impedidas, por decisão da Secretaria estadual de Fazenda, de emitir notas fiscais de armazenagem, o que pode indicar um impasse fiscal sobre a forma como a atividade vem sendo conduzida.

Na quinta-feira (25), a Refit comunicou ao mercado que seu cadastro na Receita Federal está suspenso e que sua inscrição estadual no Rio encontra-se “impedida”. No documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informou apenas que “está adotando todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis visando à reversão dessa decisão, com o objetivo de restabelecer a normalidade de sua situação cadastral e de suas atividades operacionais”, sem mencionar a atuação da World Comércio Atacadista.

Dados de abril deste ano mostram que as empresas ligadas ao Grupo Fit, controlado por Ricardo Magro, acumulavam R$ 21,4 bilhões em débitos com o fisco fluminense, com os R$ 14,3 bilhões da Refinaria de Petróleo de Manguinhos encabeçando a lista.

Com informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal “O Globo”.



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