Prefeitura do Rio cria análise prévia e sigilosa para checar denúncias contra servidores antes de abrir processos formais de punição

Quem trabalha na Prefeitura do Rio ou acompanha a administração pública precisa ficar atento a uma nova regra: o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) assinou um decreto criando a Análise de Viabilidade Interna (AVI). Na prática, o mecanismo funciona como um filtro, uma investigação preliminar e sigilosa para checar se uma denúncia contra um servidor público realmente tem fundamento antes de virar um processo formal de punição.

Antes da medida publicada por Cavaliere, inúmeras denúncias — inclusive anônimas — podiam gerar a abertura imediata de processos administrativos complexos, gerando custos e desgaste mesmo quando a acusação era falsa ou sem provas. Com a mudança, a Controladoria Geral do Município (CGM-Rio) ou as próprias secretarias irão criar uma comissão ou indicar um funcionário para fazer um levantamento prévio de documentos e depoimentos.

A análise inicial terá um prazo de 90 dias — podendo ser prorrogada por mais 90 — e correrá de forma totalmente sigilosa. Como, a princípio, a denúncia não significa a abertura de um processo de punição, o servidor investigado não apresentará defesa nessa fase.

Ao final desse período, a prefeitura terá três caminhos:

  • Arquivar o caso, se perceber que a denúncia era falsa ou sem provas;
  • Abrir o processo de punição, se encontrar indícios claros de irregularidade;
  • Propor um acordo (Termo de Ajustamento de Conduta), para que o servidor corrija a postura sem a necessidade de um processo longo.

A nova regra já está em vigor e vale para toda a administração direta, além de autarquias e fundações do município.

COM FABIO MARTINS.

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