“Bem vs Mal”, segurança e ataques marcam lançamentos de candidaturas em SP

Trocas de farpas, ataques à segurança pública e apoios internacionais marcaram as convenções partidárias realizadas em São Paulo, nesse sábado (25/7). Os eventos oficializaram as candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, e de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista.

Em seu primeiro discurso como candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro classificou a eleição deste ano como uma “luta do bem contra o mal”, iniciada por seu pai em 2018, e fez duras críticas ao governo Lula.

“Uma luta de quem defende um projeto de país, contra aqueles que defendem um projeto de poder. Uma luta de quem paga impostos pesados, contra aqueles que só pensam em meter a mão no bolso do trabalhador brasileiro”, disse o presidenciável.

Nos cerca de 18 minutos de discurso, o candidato do PL reiterou sua imagem de sucessor de seu pai, Jair Bolsonaro. Para apoiadores, Flávio classificou a prisão do ex-presidente como a “maior farsa que o país já presenciou”. O militar da reserva, que governou o Brasil de 2019 a 2022, foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Por isso, Flávio prometeu que, caso seja eleito presidente, Bolsonaro subirá a rampa do Palácio do Planalto ao seu lado.

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do Metrópoles

Apoio de Milei e Netanyahu

Além de apoiadores e políticos aliados, o evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro também contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei.

No palanque, o líder argentino não poupou palavras para criticar Lula, apontado por ele como o responsável por levar o Brasil para “caminho da crise da dívida”. Flávio, por sua vez, foi elogiado por Milei, que o classificou como a única pessoa que pode “frear” o atual presidente brasileiro.

Flávio também recebeu o apoio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que enviou um vídeo para a convenção do PL.

“Você é um grande defensor do Brasil, um grande defensor das relações entre os nossos povos, e sei que levará o Brasil a patamares cada vez mais altos”, disse o premiê israelense em um trecho da declaração.

O apoio de Netanyahu à candidatura de Flávio acontece no momento de distanciamento entre Israel e Brasil, motivado por críticas de Lula sobre ações israelenses contra palestinos na Faixa de Gaza.


O que são as convenções partidárias?

  • Realizadas em anos eleitorais, as convenções partidárias são eventos onde candidaturas de políticos, assim como discussões sobre coligações, são oficializadas.
  • Geralmente as candidaturas são registradas na Justiça Eleitoral após as convenções partidárias.
  • Até o momento, Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL) já oficializaram candidaturas ao Planalto.
  • Outros nomes como Lula (PT), Ronaldo Caiado (MDB), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) ainda se apresentam como pré-candidatos à presidência.
  • As convenções partidárias terminam em 5 de agosto.

Haddad critica Tarcísio

Também em São Paulo, Fernando Haddad (PT) foi anunciado como o candidato do partido ao governo estadual. Na convenção estadual do Partido dos Trabalhadores, o político fez duras críticas a administração de Tarcísio de Freitas (Republicanos) — que participou evento do PL ao lado de Flávio Bolsonaro.

Durante seu discurso, Haddad falou sobre a insegurança no estado, e acusou Tarcísio de não tomar medidas suficientes para combater o crime e a violência em São Paulo — além de apontar uma suposta ligação entre a Polícia Militar paulista e o crime organizado.

“Você lê nos jornais que o comando da Polícia Militar, depois da nomeação do comandante-geral pelo Tarcísio, está contaminado com o crime organizado, está mancomunado com o crime organizado, e vem cobrar providências que ele mesmo não toma sobre o estado de São Paulo”, disse Haddad.

Além da questão da segurança pública, o petista também criticou as privatizações promovidas pelo governador Tarcísio, a economia paulista, o aumento de casos de feminicídio e o estado da educação local.

“O que é possível disputar com ele [Tarcísio], se tudo está indo para trás e ele não é cobrado por nenhum resultado?”, ironizou Fernando Haddad.

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PT oficializou Fernando Haddad como pré-candidato ao governo de São Paulo
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PT oficializou Fernando Haddad como pré-candidato ao governo de São Paulo

Ricardo Stuckert/Presidência da República

Lula diz que quem tentar interferir nas eleições "vai apanhar muito"
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Lula diz que quem tentar interferir nas eleições “vai apanhar muito”

Ricardo Stuckert/Presidência da República

Lula e Haddad em evento de convenção partidária do PT em São Paulo
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Lula e Haddad em evento de convenção partidária do PT em São Paulo

Ricardo Stuckert/Presidência da República

Em convenção, Haddad critica medalha de Tarcísio a Milei
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Em convenção, Haddad critica medalha de Tarcísio a Milei

Ricardo Stuckert/Presidência da República

Convenção partidária do PT em São Paulo foi realizada em Campinas, na Arena Concórdia
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Convenção partidária do PT em São Paulo foi realizada em Campinas, na Arena Concórdia

Ricardo Stuckert/Presidência da República

Lula fala sobre soberania

Lula também esteve presente no lançamento da candidatura de Haddad, e aproveitou o momento para mandar um recado indireto ao governo Donald Trump — que mantém conversas com a família Bolsonaro meses antes das eleições brasileiras.

Na fala, o presidente petista mandou falou sobre a possibilidade de interferência externa no pleito do Brasil, e pediu que “ninguém de fora” se meta no processo eleitoral.

“Quem quiser, de fora, vir se meter nas eleições brasileiros, já vou avisando logo, vão apanhar muito aqui nas eleições”, disse Lula.

O discurso do presidente aconteceu horas depois do Ministério das Relações Exteriores negar vistos para dois funcionários do governo Trump. A previsão é de que Riley M. Barnes e Samuel Samson, ligados ao Departamento de Estado dos EUA, viajassem ao Brasil nos próximos dias.

A decisão de barrar a entrada dos dois funcionários da diplomacia dos EUA surgiu após revelações do The Washington Post sobre a viagem. De acordo com o jornal norte-americano, Barnes e Samson viriam ao país para questionar o processo eleitoral brasileiro e a confiabilidade das urnas eletrônicas.

Tebet critica “golpista de plantão”

A pré-candidata ao Senado, Simone Tebet (PSB) criticou Flávio Bolsonaro (PL), sem citá-lo nominalmente na convenção do PT.  A ex-ministra do Planejamento afirmou que de um lado existe um “democrata” e do outro um “golpista de plantão”, “tal pai, tal filho”.

“Não podemos nos enganar. 2022 não passou. Estamos no ano de 2026 enfrentando os mesmos desafios do passado. O presidente Lula, Geraldo Alckmin e o Brasil enfrentam, do lado de lá, não um democrata, mas um golpista de plantão. Tal pai, tal filho. Já começou questionando a segurança das urnas. Já sabe, já sente o cheiro da derrota em outubro. E já quer colocar em dúvida os resultados das urnas”, disse a pré-candidata ao Senado.

Na última terça-feira (21/7), Flávio questionou a efetividade das urnas eletrônicas durante uma reunião com diplomatas, utilizando informações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e pediu aos diplomatas que mandassem o “máximo de observadores” para as eleições brasileiras.



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Trocas de farpas, ataques à segurança pública e apoios internacionais marcaram as convenções partidárias realizadas em São Paulo, nesse sábado (25/7). Os eventos oficializaram as candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, e de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista.

Em seu primeiro discurso como candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro classificou a eleição deste ano como uma “luta do bem contra o mal”, iniciada por seu pai em 2018, e fez duras críticas ao governo Lula.

“Uma luta de quem defende um projeto de país, contra aqueles que defendem um projeto de poder. Uma luta de quem paga impostos pesados, contra aqueles que só pensam em meter a mão no bolso do trabalhador brasileiro”, disse o presidenciável.

Nos cerca de 18 minutos de discurso, o candidato do PL reiterou sua imagem de sucessor de seu pai, Jair Bolsonaro. Para apoiadores, Flávio classificou a prisão do ex-presidente como a “maior farsa que o país já presenciou”. O militar da reserva, que governou o Brasil de 2019 a 2022, foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Por isso, Flávio prometeu que, caso seja eleito presidente, Bolsonaro subirá a rampa do Palácio do Planalto ao seu lado.

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Apoio de Milei e Netanyahu

Além de apoiadores e políticos aliados, o evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro também contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei.

No palanque, o líder argentino não poupou palavras para criticar Lula, apontado por ele como o responsável por levar o Brasil para “caminho da crise da dívida”. Flávio, por sua vez, foi elogiado por Milei, que o classificou como a única pessoa que pode “frear” o atual presidente brasileiro.

Flávio também recebeu o apoio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que enviou um vídeo para a convenção do PL.

“Você é um grande defensor do Brasil, um grande defensor das relações entre os nossos povos, e sei que levará o Brasil a patamares cada vez mais altos”, disse o premiê israelense em um trecho da declaração.

O apoio de Netanyahu à candidatura de Flávio acontece no momento de distanciamento entre Israel e Brasil, motivado por críticas de Lula sobre ações israelenses contra palestinos na Faixa de Gaza.


O que são as convenções partidárias?

  • Realizadas em anos eleitorais, as convenções partidárias são eventos onde candidaturas de políticos, assim como discussões sobre coligações, são oficializadas.
  • Geralmente as candidaturas são registradas na Justiça Eleitoral após as convenções partidárias.
  • Até o momento, Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL) já oficializaram candidaturas ao Planalto.
  • Outros nomes como Lula (PT), Ronaldo Caiado (MDB), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) ainda se apresentam como pré-candidatos à presidência.
  • As convenções partidárias terminam em 5 de agosto.

Haddad critica Tarcísio

Também em São Paulo, Fernando Haddad (PT) foi anunciado como o candidato do partido ao governo estadual. Na convenção estadual do Partido dos Trabalhadores, o político fez duras críticas a administração de Tarcísio de Freitas (Republicanos) — que participou evento do PL ao lado de Flávio Bolsonaro.

Durante seu discurso, Haddad falou sobre a insegurança no estado, e acusou Tarcísio de não tomar medidas suficientes para combater o crime e a violência em São Paulo — além de apontar uma suposta ligação entre a Polícia Militar paulista e o crime organizado.

“Você lê nos jornais que o comando da Polícia Militar, depois da nomeação do comandante-geral pelo Tarcísio, está contaminado com o crime organizado, está mancomunado com o crime organizado, e vem cobrar providências que ele mesmo não toma sobre o estado de São Paulo”, disse Haddad.

Além da questão da segurança pública, o petista também criticou as privatizações promovidas pelo governador Tarcísio, a economia paulista, o aumento de casos de feminicídio e o estado da educação local.

“O que é possível disputar com ele [Tarcísio], se tudo está indo para trás e ele não é cobrado por nenhum resultado?”, ironizou Fernando Haddad.

“Bem vs Mal”, segurança e ataques marcam lançamentos de candidaturas em SP - destaque galeria

PT oficializou Fernando Haddad como pré-candidato ao governo de São Paulo
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PT oficializou Fernando Haddad como pré-candidato ao governo de São Paulo

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Lula diz que quem tentar interferir nas eleições "vai apanhar muito"
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Lula diz que quem tentar interferir nas eleições “vai apanhar muito”

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Lula e Haddad em evento de convenção partidária do PT em São Paulo
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Lula e Haddad em evento de convenção partidária do PT em São Paulo

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Em convenção, Haddad critica medalha de Tarcísio a Milei
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Em convenção, Haddad critica medalha de Tarcísio a Milei

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Lula fala sobre soberania

Lula também esteve presente no lançamento da candidatura de Haddad, e aproveitou o momento para mandar um recado indireto ao governo Donald Trump — que mantém conversas com a família Bolsonaro meses antes das eleições brasileiras.

Na fala, o presidente petista mandou falou sobre a possibilidade de interferência externa no pleito do Brasil, e pediu que “ninguém de fora” se meta no processo eleitoral.

“Quem quiser, de fora, vir se meter nas eleições brasileiros, já vou avisando logo, vão apanhar muito aqui nas eleições”, disse Lula.

O discurso do presidente aconteceu horas depois do Ministério das Relações Exteriores negar vistos para dois funcionários do governo Trump. A previsão é de que Riley M. Barnes e Samuel Samson, ligados ao Departamento de Estado dos EUA, viajassem ao Brasil nos próximos dias.

A decisão de barrar a entrada dos dois funcionários da diplomacia dos EUA surgiu após revelações do The Washington Post sobre a viagem. De acordo com o jornal norte-americano, Barnes e Samson viriam ao país para questionar o processo eleitoral brasileiro e a confiabilidade das urnas eletrônicas.

Tebet critica “golpista de plantão”

A pré-candidata ao Senado, Simone Tebet (PSB) criticou Flávio Bolsonaro (PL), sem citá-lo nominalmente na convenção do PT.  A ex-ministra do Planejamento afirmou que de um lado existe um “democrata” e do outro um “golpista de plantão”, “tal pai, tal filho”.

“Não podemos nos enganar. 2022 não passou. Estamos no ano de 2026 enfrentando os mesmos desafios do passado. O presidente Lula, Geraldo Alckmin e o Brasil enfrentam, do lado de lá, não um democrata, mas um golpista de plantão. Tal pai, tal filho. Já começou questionando a segurança das urnas. Já sabe, já sente o cheiro da derrota em outubro. E já quer colocar em dúvida os resultados das urnas”, disse a pré-candidata ao Senado.

Na última terça-feira (21/7), Flávio questionou a efetividade das urnas eletrônicas durante uma reunião com diplomatas, utilizando informações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e pediu aos diplomatas que mandassem o “máximo de observadores” para as eleições brasileiras.

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