A avaliação da administração do ex-governador Cláudio Castro (PL) atingiu seu pior índice entre os fluminenses desde 2025, segundo a pesquisa Genial/Quaest sobre a sucessão estadual no Rio de Janeiro divulgada nesta segunda-feira (27). Nada menos que 40% dos entrevistados disseram ser negativa a avaliação; 32% apontaram ser regular; e apenas 18% consideraram positivo o trabalho de Castro. Dez por cento disseram não saber ou preferiram não responder.
Depois das duas operações de busca e apreensão da Polícia Federal (nos casos Banco Master e Refit), e de ter sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-governador desistiu da candidatura ao Senado pelo PL.

Eleitor acha a administração Couto regular, diz Quaest
Já o desempenho do governador interino Ricardo Couto dividiu as opiniões dos fluminense. Desembargador e presidente do Tribunal de Justiça, Couto assumiu o governo no dia 24 de março, quando Castro renunciou ao cargo para disputar a vaga no Senado. Desde então, vem adotando uma postura moralizadora na administração estadual. Demitiu mais de quatro mil servidores, muitos deles apontados como fantasmas, determinou auditorias e reduziu despesas.
Mesmo com muita divulgação sobre essas decisões, porém, 28% dos entrevistados disseram não saber ou não querer responder sobre o trabalho desenvolvido pelo desembargador. O governo de Couto foi considerado positivo por 25%; regular, por 30%; e negativo por 17%.

Um cabo eleitoral nada recomendável
Se há uma certeza nesta campanha eleitoral que já vai começar é que ninguém vai querer o apoio do ex-governador Cláudio Castro. De acordo com a pesquisa Quaest, 64% dos eleitores acham que ele não merece eleger um sucessor; apenas 25% apontam que sim, ele merece. Outros 11% dizem não saber, ou não querer responder se Castro deveria ver um aliado no comando do Palácio Guanabara.

Como foi feita a pesquisa
A pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 1.200 pessoas, em entrevistas pessoais e presenciais, entre os dias 21 e 25 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Ela foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07670/2026 e RJ-02671/2026 no dia 21 de julho.

