Paes afirma que não quer mais ser o ‘malvado favorito’ da esquerda e cobra reconhecimento por aliança histórica com Lula

Eduardo Paes (PSD) aproveitou a convenção da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), neste sábado (01), para afirmar que não quer mais ser o “malvado favorito” dos petistas. Na reta final antes da campanha pelo governo do estado, Paes reivindicou reconhecimento pelos anos de aliança com Lula e disse que seguirá ao lado do presidente “independentemente de quem seja o candidato”.

E, ao encerrar o evento, Paes afirmou ainda que não quer ser visto apenas como a alternativa possível para o campo político liderado pelo presidente.

“Eu não quero mais que eu seja o ‘meu malvado predileto’, ou que eu seja aquele companheiro do Partido dos Trabalhadores ou do PCdoB que as pessoas estão votando só porque é a melhor alternativa dentre as existentes”, explicou.

Em seguida, lembrou que completa 30 anos de vida pública e afirmou que, desse período, passou 18 anos ao lado de Lula. Paes também afirmou que continuará apoiando o presidente independentemente do cenário político.

“Pode lançar quem quiser que eu vou estar ao seu lado. Vou defender o seu nome no estado do Rio de Janeiro. Vou empunhar a sua bandeira”, afirmou.

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), também participou da convenção e anunciou que o partido realizará, no próximo dia 22, um ato em apoio ao presidente, que classificou como “o maior que Lula já teve no Rio”.

Paes critica justificativa de ‘voto da razão’ para união entre Benedita e Pedro Paulo

O discurso de Paes ocorreu em meio à estratégia construída por aliados petistas para fortalecer a chapa ao Senado formada por PT e PSD.

Nas últimas semanas, o deputado federal Lindbergh Farias (PT) teria passado a defender, em reuniões políticas, que o eleitor faça “o primeiro voto em Benedita, pelo coração, e o segundo em Pedro Paulo, pela razão”. A avaliação é que concentrar os votos na dupla aumenta as chances de impedir que uma das vagas fique com um candidato da direita, já que os três atuais senadores do Rio são do PL.

Durante a convenção, Pedro Paulo até reforçou o discurso de unidade dessa maneira, mas Paes não aprovou o tratamento dado pelos petistas bem intencionados ao seu colega de partido.

“Não tem essa de razão e emoção, não”, afirmou.



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