Chiquinho Brazão e equipe custaram R$ 169 mil aos cofres públicos em abril

A folha de pagamento da Câmara dos Deputados referente ao mês de abril revelou que o deputado federalista Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), mesmo suspenso desde 24 de março, recebeu do tesouro público o montante de R$ 169.469,36, incluindo um salário bruto de R$ 44.008,52.

Depois dos descontos legais, o parlamentar teve creditados em sua conta R$ 24.099,58. O gabinete de Brazão, formado por 25 funcionários comissionados, também foi remunerado normalmente, totalizando R$ 125.460,84. A verba para remuneração do gabinete e demais benefícios são provenientes do orçamento da Câmara dos Deputados.

O deputado está recluso sob a denúncia de envolvimento com o assassínio da vereadora Marielle Franco, em 2018. A Câmara dos Deputados não prevê a suspensão dos vencimentos de um parlamentar no momento da prisão, somente em caso de cassação do procuração ou decisão da Mesa Diretora.

A justificativa para manter os benefícios é não antecipar os efeitos de eventual pena, respeitando os princípios da presunção de inocência e do contraditório.

Chiquinho Brazão
Mesmo recluso, o deputado carioca Chiquinho Brazão recebe um salário bruto de R$ 44.008,52 | Foto: Reprodução/@paodeacucarnet

Requisito de Chiquinho Brazão gera questionamentos sobre a conduta da Câmara

O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou um pedido do Ministério Público para suspender os salários de Brazão durante seu período de detenção, alegando que a representação não preencheu os requisitos necessários.

Desde 2013, seis deputados federais já foram presos durante o tirocínio do procuração, incluindo Chiquinho Brazão, e a Câmara continuou a remunerar seus salários, resultando em mais de R$ 2,8 milhões desembolsados a parlamentares detidos em regime fechado ou domiciliar.

Esses casos variam quanto à suspensão ou manutenção dos vencimentos dos detidos, com algumas situações em que os pagamentos se prolongaram por meses.

+Leia mais notícias de Política em Oeste.

Essa conduta da Câmara dos Deputados em relação aos parlamentares detidos tem gerado questionamentos sobre a premência de revisão das normas vigentes, a termo de prometer a transparência e a adequada utilização dos recursos públicos.

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A folha de pagamento da Câmara dos Deputados referente ao mês de abril revelou que o deputado federalista Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), mesmo suspenso desde 24 de março, recebeu do tesouro público o montante de R$ 169.469,36, incluindo um salário bruto de R$ 44.008,52.

Depois dos descontos legais, o parlamentar teve creditados em sua conta R$ 24.099,58. O gabinete de Brazão, formado por 25 funcionários comissionados, também foi remunerado normalmente, totalizando R$ 125.460,84. A verba para remuneração do gabinete e demais benefícios são provenientes do orçamento da Câmara dos Deputados.

O deputado está recluso sob a denúncia de envolvimento com o assassínio da vereadora Marielle Franco, em 2018. A Câmara dos Deputados não prevê a suspensão dos vencimentos de um parlamentar no momento da prisão, somente em caso de cassação do procuração ou decisão da Mesa Diretora.

A justificativa para manter os benefícios é não antecipar os efeitos de eventual pena, respeitando os princípios da presunção de inocência e do contraditório.

Chiquinho BrazãoChiquinho Brazão
Mesmo recluso, o deputado carioca Chiquinho Brazão recebe um salário bruto de R$ 44.008,52 | Foto: Reprodução/@paodeacucarnet

Requisito de Chiquinho Brazão gera questionamentos sobre a conduta da Câmara

O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou um pedido do Ministério Público para suspender os salários de Brazão durante seu período de detenção, alegando que a representação não preencheu os requisitos necessários.

Desde 2013, seis deputados federais já foram presos durante o tirocínio do procuração, incluindo Chiquinho Brazão, e a Câmara continuou a remunerar seus salários, resultando em mais de R$ 2,8 milhões desembolsados a parlamentares detidos em regime fechado ou domiciliar.

Esses casos variam quanto à suspensão ou manutenção dos vencimentos dos detidos, com algumas situações em que os pagamentos se prolongaram por meses.

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