
O Ministério Público Eleitoral do Rio (MPE) pediu à Justiça a impugnação da candidatura de Mariana de Souza (PP), que concorre a uma vaga à Câmara dos Deputados pelo estado fluminense.
O órgão aponta que a candidata tem “vínculos profundos com o alto escalão do Comando Vermelho (CV)” e “representa um grave risco de infiltração do crime organizado na política”.
Casada com chefe do CV
Segundo o MPE, Mariana é casada com Wilson Marques de Albuquerque, o “Zé Dirceu”, apontado pela inteligência da polícia como o segundo homem na hierarquia do CV em Alagoas.
Condenado a mais de 31 anos de prisão por tráfico de drogas, ele está foragido do sistema prisional. O MPE afirma que a candidata atua ativamente para blindá-lo, ocultando seu rosto em publicações nas redes sociais para dificultar a captura pelas autoridades.
A ação do MPE também lista suspeitas de lavagem de dinheiro do narcotráfico. A investigação aponta o uso de empresas de fachada pela candidata e a movimentação fracionada de valores em seis contas bancárias diferentes para dissimular a origem do dinheiro.
Influência do crime organizado na política
Além da questão financeira, o documento destaca que a influência política de Mariana está baseada no controle territorial. Ela preside uma ONG localizada no Complexo da Penha, região dominada pelo Comando Vermelho.
De acordo com o MPE, na última eleição municipal, mais de 80% dos votos obtidos por ela vieram de bairros vizinhos controlados pela facção, o que indicaria a formação de um “curral eleitoral” garantido por coerção armada.
O órgão também identificou que a campanha recebeu doações financeiras de pessoas com antecedentes criminais e ligadas a essas mesmas áreas de influência do tráfico.
Com informações do portal Metrópoles.

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