Raul Ferreira Pelegrin (foto em destaque), de 41 anos, denunciado de ter desassociado uma corda que segurava um trabalhador que limpava a frontaria de um prédio em Curitiba (PR), foi espancado um dia antes de morrer, no início deste mês. A informação consta em um prontuário entregue pelo Departamento Penitenciário do Paraná, obtido pelo Metrópoles.
Segundo o documento, guiado à reportagem pela resguardo de Raul, uma bulha entre os presos teria começado por volta das 12h30 do dia 3 de abril, durante o procedimento de entrega do almoço. Depois ser agredido, Pelegrin foi guiado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Piraquara, onde recebeu atendimento e voltou para a Lar de Custódia, onde estava desde 27 de março.
Durante a noite do dia 4 de abril, quinta-feira, Raul apresentou dificuldades respiratórias e foi levado para o Hospital Angelina Caron. No entanto, no primórdio da madrugada de sexta, a unidade hospitalar informou o óbito.
Relembre o caso
Raul Ferreira Pelegrin morava na cobertura de um prédio na Avenida Silva Jardim, no Bairro Chuva Virente, em Curitiba.
Mayk Gustavo da Silva limpava a frontaria do prédio quando Pelegrin cortou a corda que segurava o trabalhador. O rapaz estava a 18 metros do soalho. O trabalhador sobreviveu à tentativa de homicídio.
Raul estava recluso desde o dia do ocorrido, em 14 de março. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) de tentativa de homicídio.
Problemas com drogas
A resguardo de Pelegrin pontuou que, em 14 de março, informou a unidade prisional o indumentária de o denunciado enfrentar, há alguns anos, problemas de submissão química, e que ele, inclusive, teria sido internado compulsoriamente.
“Os advogados de Raul solicitaram a sua liberdade provisória no intuito de possibilitar sua internação em uma clínica pessoal para tratamento especializado. O pedido foi apresentado em 16 de março de 2024, porém foi, infelizmente, recusado.”
raul pelegrin Chile-compressed
Raul Pelegrin durante viagem no Chile
Redes sociais

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Raul Pelegrin durante viagem na Ilhota do Mel (PR)
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Raul Pelegrin durante viagem em Barcelona
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raul pelegrin espanha -compressed
Raul Pelegrin durante viagem na Espanha
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Raul Pelegrin
Reprodução/Redes sociais
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Depois da negativa, os advogados de Pelegrin pediram a revogação da prisão preventiva do suspeito em 27 de março, que também foi negada pelo Raciocínio Criminal.
A resguardo do suspeito argumentou que pediu a liberdade provisória com intuito de internação, visto o “risco iminente de morte e precisava ser transferido urgentemente para uma clínica pessoal”.
Confira a nota da resguardo na íntegra:
A resguardo técnica de Raul Pelegrini vem a público informar seu falecimento, ocorrido na madrugada de hoje, dia 5 de abril de 2024. A resguardo informou desde sua prisão, em 14 de março de 2024, que Raul enfrentava problemas de submissão química, doença que o acometia já há alguns anos, tendo inclusive já sido internado compulsoriamente. Os advogados de Raul solicitaram a sua liberdade provisória no intuito de possibilitar sua internação em uma clínica pessoal para tratamento especializado.
O pedido foi apresentado em 16 de março de 2024, porém, foi infelizmente recusado. Subsequentemente, foi impetrado um Habeas Corpus perante o Tribunal de Justiça do Paraná (autos 0024743-19.2024.8.16.0000), cuja liminar também foi negada em 21 de março de 2024.
Depois o oferecimento da denúncia, foi requerida a revogação da prisão preventiva em 27 de março de 2024, perante o Raciocínio Criminal, mas a decisão ainda estava pênsil de avaliação. Paralelamente, o Tribunal de Justiça do Paraná julgou no dia de ontem o préstimo do Habeas Corpus, o qual foi recusado, pelo que sequer foi autorizado que Raul saísse da prisão e fosse internado compulsoriamente em clínica pessoal e apta para o tratamento dessa doença. No julgamento foi dito pelo relator que a manutenção da prisão possibilitaria uma desintoxicação de Raul.
Enquanto esses desdobramentos legais aconteciam, foi informado pela resguardo, no pedido de Liberdade Provisória perante o Raciocínio da Vara do Tribunal do Júri, que Raul estava em risco iminente de morte e precisava ser transferido urgentemente para uma clínica pessoal. Os advogados, imediatamente posteriormente o atendimento ao cliente no parlatório, estiveram em reunião com o diretor da Enxovia de Custódia de Piraquara, informando a sisudez da situação. Ou por outra, eles também informaram o caso ao gabinete do Raciocínio e entraram em contato com o Ministério Público para solicitar urgência na sintoma da Promotoria.
O Ministério Público, mais uma vez, mesmo diante da sisudez dos fatos, manifestou-se contrário ao pedido, em uma mostra clara de insensibilidade, alegando que “pode-se declarar com segurança que seus advogados não possuem o conhecimento técnico oriundo da Medicina para saber que o atendimento necessário é a internação em clínica psiquiátrica.”
No entanto, hoje, dia 5 de abril de 2024, o pedido da resguardo para que o caso fosse corretamente tratado não com prisão, mas, sim, porquê um caso de doença que necessita de tratamento, perdeu seu efeito. Raul veio a falecer. Os fatos falam por si. Uma pessoa que era acusada de um violação tentado, teve na falta de sensibilidade a sua sentença de morte.
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Raul Ferreira Pelegrin (foto em destaque), de 41 anos, denunciado de ter desassociado uma corda que segurava um trabalhador que limpava a frontaria de um prédio em Curitiba (PR), foi espancado um dia antes de morrer, no início deste mês. A informação consta em um prontuário entregue pelo Departamento Penitenciário do Paraná, obtido pelo Metrópoles.
Segundo o documento, guiado à reportagem pela resguardo de Raul, uma bulha entre os presos teria começado por volta das 12h30 do dia 3 de abril, durante o procedimento de entrega do almoço. Depois ser agredido, Pelegrin foi guiado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Piraquara, onde recebeu atendimento e voltou para a Lar de Custódia, onde estava desde 27 de março.
Durante a noite do dia 4 de abril, quinta-feira, Raul apresentou dificuldades respiratórias e foi levado para o Hospital Angelina Caron. No entanto, no primórdio da madrugada de sexta, a unidade hospitalar informou o óbito.
Relembre o caso
Raul Ferreira Pelegrin morava na cobertura de um prédio na Avenida Silva Jardim, no Bairro Chuva Virente, em Curitiba.
Mayk Gustavo da Silva limpava a frontaria do prédio quando Pelegrin cortou a corda que segurava o trabalhador. O rapaz estava a 18 metros do soalho. O trabalhador sobreviveu à tentativa de homicídio.
Raul estava recluso desde o dia do ocorrido, em 14 de março. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) de tentativa de homicídio.
Problemas com drogas
A resguardo de Pelegrin pontuou que, em 14 de março, informou a unidade prisional o indumentária de o denunciado enfrentar, há alguns anos, problemas de submissão química, e que ele, inclusive, teria sido internado compulsoriamente.
“Os advogados de Raul solicitaram a sua liberdade provisória no intuito de possibilitar sua internação em uma clínica pessoal para tratamento especializado. O pedido foi apresentado em 16 de março de 2024, porém foi, infelizmente, recusado.”

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Raul Pelegrin durante viagem no Chile
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Raul Pelegrin durante viagem na Ilhota do Mel (PR)
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Raul Pelegrin durante viagem em Barcelona
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Raul Pelegrin durante viagem na Espanha
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Raul Pelegrin
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Depois da negativa, os advogados de Pelegrin pediram a revogação da prisão preventiva do suspeito em 27 de março, que também foi negada pelo Raciocínio Criminal.
A resguardo do suspeito argumentou que pediu a liberdade provisória com intuito de internação, visto o “risco iminente de morte e precisava ser transferido urgentemente para uma clínica pessoal”.
Confira a nota da resguardo na íntegra:
A resguardo técnica de Raul Pelegrini vem a público informar seu falecimento, ocorrido na madrugada de hoje, dia 5 de abril de 2024. A resguardo informou desde sua prisão, em 14 de março de 2024, que Raul enfrentava problemas de submissão química, doença que o acometia já há alguns anos, tendo inclusive já sido internado compulsoriamente. Os advogados de Raul solicitaram a sua liberdade provisória no intuito de possibilitar sua internação em uma clínica pessoal para tratamento especializado.
O pedido foi apresentado em 16 de março de 2024, porém, foi infelizmente recusado. Subsequentemente, foi impetrado um Habeas Corpus perante o Tribunal de Justiça do Paraná (autos 0024743-19.2024.8.16.0000), cuja liminar também foi negada em 21 de março de 2024.
Depois o oferecimento da denúncia, foi requerida a revogação da prisão preventiva em 27 de março de 2024, perante o Raciocínio Criminal, mas a decisão ainda estava pênsil de avaliação. Paralelamente, o Tribunal de Justiça do Paraná julgou no dia de ontem o préstimo do Habeas Corpus, o qual foi recusado, pelo que sequer foi autorizado que Raul saísse da prisão e fosse internado compulsoriamente em clínica pessoal e apta para o tratamento dessa doença. No julgamento foi dito pelo relator que a manutenção da prisão possibilitaria uma desintoxicação de Raul.
Enquanto esses desdobramentos legais aconteciam, foi informado pela resguardo, no pedido de Liberdade Provisória perante o Raciocínio da Vara do Tribunal do Júri, que Raul estava em risco iminente de morte e precisava ser transferido urgentemente para uma clínica pessoal. Os advogados, imediatamente posteriormente o atendimento ao cliente no parlatório, estiveram em reunião com o diretor da Enxovia de Custódia de Piraquara, informando a sisudez da situação. Ou por outra, eles também informaram o caso ao gabinete do Raciocínio e entraram em contato com o Ministério Público para solicitar urgência na sintoma da Promotoria.
O Ministério Público, mais uma vez, mesmo diante da sisudez dos fatos, manifestou-se contrário ao pedido, em uma mostra clara de insensibilidade, alegando que “pode-se declarar com segurança que seus advogados não possuem o conhecimento técnico oriundo da Medicina para saber que o atendimento necessário é a internação em clínica psiquiátrica.”
No entanto, hoje, dia 5 de abril de 2024, o pedido da resguardo para que o caso fosse corretamente tratado não com prisão, mas, sim, porquê um caso de doença que necessita de tratamento, perdeu seu efeito. Raul veio a falecer. Os fatos falam por si. Uma pessoa que era acusada de um violação tentado, teve na falta de sensibilidade a sua sentença de morte.
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