De mãos dadas: julgamento da candidatura de Canella é suspenso pelo TRE-RJ — assim como o de Rueda

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) suspendeu, nesta segunda-feira (14), o julgamento do registro de candidatura de Márcio Canella (União) e determinou a busca de novas informações antes de tomar uma decisão. A medida ocorre no mesmo dia em que termina o prazo previsto para a análise dos registros e repete o caminho adotado na sexta-feira (11) no caso de Rueda (União).

Na urna, os dois já estavam de mãos dadas: Canella disputa uma vaga de deputado estadual, enquanto Rueda tenta chegar à Câmara dos Deputados, com os dois dividindo horário eleitoral e material de campanha.

O pedido para converter o julgamento em diligência partiu do presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio de Mello Tavares.

O magistrado afirmou que ainda havia uma série de pontos a serem esclarecidos antes da decisão. Entre eles, elementos relacionados à Operação Barricada Zero que apontam uma suposta interlocução entre agentes públicos e integrantes de facções para permitir a entrada do então prefeito em áreas dominadas pelo crime.

O presidente também mencionou que desejava obter mais informações sobre a passagem de um delegado pela direção do Detran-RJ e pela Polícia Civil, que, segundo a ação de impugnação, teria ocorrido com respaldo político de Canella.

A proposta de Cláudio de Mello Tavares foi acompanhada pela maioria do colegiado. O desembargador Fábio Porto, que relatou o processo de Rueda, defendeu que o TRE-RJ mantivesse coerência entre os dois casos por estarem “estritamente vinculados”.

Ficaram vencidos o próprio relator, Paulo César Salomão, e a desembargadora Tatiana Costa. Salomão manteve o entendimento de que o processo já estava pronto para julgamento e afirmou que, em sua avaliação, as questões já estavam esclarecidas.

Rueda também teve julgamento suspenso

Na sexta-feira, o relator do registro de Rueda, desembargador Fábio Ribeiro Porto, pediu a conversão do julgamento em diligência para apurar fatos novos relacionados ao candidato.

A medida veio um dia depois de o banqueiro Daniel Vorcaro acusar Rueda de ter facilitado negócios do Banco Master com institutos previdenciários, entre eles o Rioprevidência, em troca de comissões. Porto afirmou que havia referências a procedimentos judiciais e policiais que não estavam anexadas ao processo e considerou inadequado julgar o registro apenas com base em notícias de jornal.



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