Inea notifica Prefeitura de Maricá para suspender licença de operação do aeroporto municipal

Ao menos 21 pessoas procuraram unidades de saúde após serem submetidas a uma testagem de glicose com lancetas durante uma Feira de Ciências do Colégio-Curso Tamandaré, no Recreio, Zona Sudoeste do Rio, no último sábado (12).

Segundo a escola, uma aluna levou para a unidade um lancetador e uma caixa de lancetas descartáveis e realizou testes em visitantes que se aproximaram do estande. Uma mesma lanceta chegou a ser utilizada em até três pessoas.

Até o momento, todas as pessoas testadas que procuraram unidades de saúde tiveram resultado negativo.

Apresentação sobre diabetes

Segundo nota emitida pelo colégio, o caso ocorreu durante uma apresentação sobre diabetes. A aluna teria levado o lancetador e as lancetas para a escola apesar de uma orientação expressa dos professores e da coordenação para que o equipamento fosse apenas exibido e não utilizado em pessoas.

Sem autorização, segundo a escola, a estudante realizou medições de glicemia em visitantes que se aproximaram voluntariamente do estande.

Como as lancetas, que são de uso individual, foram compartilhadas por até três pessoas, a Secretaria Municipal de Saúde foi acionada e orientou os envolvidos a procurar atendimento médico.

A direção afirmou que professores circulavam pelos estandes durante toda a feira, avaliando os trabalhos no início, durante e no fim das apresentações. Assim que a equipe percebeu que o grupo havia começado a utilizar o equipamento, a atividade foi interrompida.

Equipamentos foram recolhidos

O lancetador e as lancetas foram recolhidos, e a responsável pela aluna, que acompanhava a apresentação, foi informada sobre a gravidade do ocorrido.

Ainda no sábado, a escola comunicou a Secretaria Municipal de Saúde e, seguindo a orientação da pasta, passou a informar as famílias.

Alunos receberam acompanhamento psicológico

Segundo o comunicado divulgado pela instituição, 21 pessoas já foram testadas e todos os resultados foram negativos. Dez alunos informaram à escola que passaram pelo procedimento e estão recebendo acompanhamento médico e psicológico.

A direção ressaltou que ter sido submetido ao procedimento não significa que houve contaminação, mas que existe um risco. Por isso, os estudantes continuarão sendo acompanhados até a conclusão dos casos.

Nesta segunda-feira (14), uma equipe do Centro Municipal de Saúde Harvey Ribeiro de Souza Filho esteve na Unidade Recreio II, das 11h às 14h, para identificar alunos que ainda não haviam procurado atendimento, esclarecer dúvidas e orientar estudantes e familiares.

A escola também informou ter contratado uma infectologista pediátrica para atender alunos e responsáveis na unidade a partir de quinta-feira (17), disponível por agendamento, para oferecer uma segunda avaliação e acompanhar individualmente os casos até o encerramento.



NOTÍCIA