A pornochancelaria lulopetista


O Itamaraty de Lula já não é uma chancelaria, mas uma chanchada. Uma pornochanchada ou, se preferirem, uma pornochancelaria. Seu ofício deixou de ser diplomático para se tornar pura propaganda revolucionária regada a chavões terceiro-mundistas, segundo os quais Israel é sempre culpado, e o Hamas, sempre invisível. A mais recente nota oficial, cuidadosamente lavada de qualquer menção ao terrorismo islâmico, é o equivalente burocrático a cuspir na cara das vítimas de 7 de outubro.

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Mas seria injusto atribuir à mediocridade diplomática o que é, na verdade, projeto. O descondenado-em-chefe, “eleito” graças a uma manobra conjunta do STF com o governo americano de Joe Biden (como comprovou Mike Benz, ex-funcionário do Departamento de Estado americano), não se limita a ocultar o terror do Hamas: ele o absolve, travestindo assassinos em “resistentes”. Pior: ao reiteradamente evocar o Holocausto para acusar Israel, pratica o gesto mais abjeto da política contemporânea — a inversão da memória. As câmaras de gás, outrora símbolo da barbárie, viram adereço de palanque sindical. É a indecência revisionista em sua forma mais explícita.

O truque é antigo, aprendido nos manuais comunistas: inverter a equação moral. Os algozes viram vítimas; as vítimas, algozes. Stalin já o fazia, Brejnev seguiu a trilha, e agora o descondenado repete-o com sua verve de líder sindical decadente, em meio aos perdigotos etílicos. O Hamas, organização jihadista que glorifica estupros e decapitações, é promovido a herdeiro dos guetos de Varsóvia. Israel, sobrevivente do Holocausto, é difamado como reencarnação do nazismo.

Trata-se de um crime contra a verdade. E, como todo crime contra a verdade, prepara o terreno para outros crimes. A inversão do Holocausto, transformado em slogan lulopetista, é mais que ofensa aos judeus: é o atestado de falência moral de um governo que só conhece a liturgia da mentira.

Sabe-se quem é o “chanceler” de fato desse filme B. Não o apagado Mauro Vieira, um burocrata invertebrado, mero figurante de luxo. Mas Celso Amorim, o anão diplomático (figurado e literal) que atende ao fetiche pelo bizarro dos fãs da pornochancelaria pátria, e que, há décadas, representa a quintessência do lulopetismo internacional: uma mistura de ressentimento terceiro-mundista com devoção cega a ditaduras sanguinárias.

Lula Israel
Lula, durante entrevista coletiva em Adis Abeba, na Etiópia, comparou Israel aos nazistas – 18/02/2024 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Amorim, esse Tiririca das Relações Exteriores, para quem a geopolítica mundial parece se resumir a um DCE da USP, é o verdadeiro autor intelectual da política externa que envergonha o país internacionalmente.

Com efeito, o Brasil do lulopetismo não fala em nome da civilização, mas do ressentimento e da fraude. Sua diplomacia é uma piada obscena, na qual terroristas são mártires, e as vítimas reais do Holocausto são rebaixadas a instrumentos retóricos dignos dos bas-fonds universitários contemporâneos. O Itamaraty de hoje não representa uma nação. Representa apenas o lupanário moral de uma esquerda decrépita.

Leia também: Fim de linha (parte 1), artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 284 da Revista Oeste

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