Adolescente é internado por 3 anos após ataque em escola no RS

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) determinou, nesta terça-feira (19/8), a internação de um adolescente de 16 anos que atacou alunos e uma professora na Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Nascimento Giacomazzi, na cidade de Estação (RS). O caso ocorreu em 8 de julho e resultou na morte de uma criança.

O jovem será internado por até três anos no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Durante o período, ele passará por tratamento psicológico e psiquiátrico, não poderá participar de atividades externas e terá sua medida reavaliada a cada seis meses.

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Vitor André Kungel Gambirazi, vítima de adolescente que invadiu escola no Rio Grande do Sul

Funerária Gruber/ Divulgação

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Vizinha abrigou alunos que fugiam de ataque em escola no Rio Grande do Sul

Redes sociais

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Suspeito de ataque em escola no RS foi imobilizado por populares

Redes sociais

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O suspeito, identificado como ex-aluno, invadiu a Escola Maria Nascimento Giacomazzi, em Estação (RS)

Reprodução/ Google Maps

 


Entenda o caso

  • De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), o adolescente chegou à escola por volta das 9h40, com uma mochila. Ele disse que entregaria um currículo e pediu para usar o banheiro. Um monitor o acompanhou até o local.
  • Ao sair do banheiro, o jovem procurou uma sala de aula. Em seguida, tirou uma faca da mochila e começou a agredir crianças e jogar bombinhas. Depois, invadiu uma sala de aula, onde atacou outros alunos. A professora também ficou ferida ao tentar proteger os estudantes, segundo a PCRS.
  • Vitor André Kungel Gambizari, de 9 anos, foi esfaqueado no tórax e não resistiu aos ferimentos. O menino foi sepultado na tarde da última quarta-feira (9/7). Outras duas meninas, ambas com 8 anos, também foram atingidas.
  • Uma das vítimas recebeu atendimento e teve alta na última terça-feira (8/7). Já a outra, que sofreu traumatismo cranioencefálico, passou por cirurgia e, após melhora clínica, foi liberada cinco dias depois. A professora de 34 anos que também se feriu durante o ataque recebeu alta médica.
  • Funcionários da escola conseguiram imobilizar o adolescente, que foi apreendido pela polícia. Um dos monitores relatou que desarmou o agressor com uma pá encontrada no depósito da escola, atingindo-o pelas costas.

A decisão atendeu ao pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e, segundo o promotor Alexandre Vinícius Murussi, o adolescente foi responsabilizado por atos infracionais equivalentes aos crimes de homicídio e tentativa de homicídio.

Adolescente agiu sozinho

Durante as investigações, a PCRS concluiu que o adolescente agiu sozinho. De acordo com o delegado Jorge Fracaro Pierezan, responsável pelo caso, o jovem participava, ainda que superficialmente, de comunidades on-line que tratavam de ataques. A perícia em celulares da família reforçou essa linha de apuração.

Imagens de câmeras de segurança mostram o trajeto do adolescente no dia 8 de julho. Ele saiu de casa, foi a um bazar onde comprou bombinhas para assustar os alunos e, após retornar para casa, dirigiu-se à escola. Segundo o delegado, a escolha da unidade teria sido aleatória.

Treinamento de evacuação da escola

O delegado destacou que a tragédia não foi ainda mais grave graças ao preparo da escola. Um treinamento de evacuação havia sido realizado uma semana antes do ataque. “Isso foi fundamental. As crianças souberam como agir diante do perigo.

A escola foi esvaziada em dois minutos. Uma professora, ao perceber a situação, abriu os portões — que normalmente ficam trancados — e criou uma rota de fuga. Se os portões estivessem fechados, os alunos ficariam encurralados. As crianças correram como haviam aprendido; apenas uma chegou a cair”.



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O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) determinou, nesta terça-feira (19/8), a internação de um adolescente de 16 anos que atacou alunos e uma professora na Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Nascimento Giacomazzi, na cidade de Estação (RS). O caso ocorreu em 8 de julho e resultou na morte de uma criança.

O jovem será internado por até três anos no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Durante o período, ele passará por tratamento psicológico e psiquiátrico, não poderá participar de atividades externas e terá sua medida reavaliada a cada seis meses.

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Vitor André Kungel Gambirazi, vítima de adolescente que invadiu escola no Rio Grande do Sul

Funerária Gruber/ Divulgação

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Vizinha abrigou alunos que fugiam de ataque em escola no Rio Grande do Sul

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Suspeito de ataque em escola no RS foi imobilizado por populares

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O suspeito, identificado como ex-aluno, invadiu a Escola Maria Nascimento Giacomazzi, em Estação (RS)

Reprodução/ Google Maps

 


Entenda o caso

  • De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), o adolescente chegou à escola por volta das 9h40, com uma mochila. Ele disse que entregaria um currículo e pediu para usar o banheiro. Um monitor o acompanhou até o local.
  • Ao sair do banheiro, o jovem procurou uma sala de aula. Em seguida, tirou uma faca da mochila e começou a agredir crianças e jogar bombinhas. Depois, invadiu uma sala de aula, onde atacou outros alunos. A professora também ficou ferida ao tentar proteger os estudantes, segundo a PCRS.
  • Vitor André Kungel Gambizari, de 9 anos, foi esfaqueado no tórax e não resistiu aos ferimentos. O menino foi sepultado na tarde da última quarta-feira (9/7). Outras duas meninas, ambas com 8 anos, também foram atingidas.
  • Uma das vítimas recebeu atendimento e teve alta na última terça-feira (8/7). Já a outra, que sofreu traumatismo cranioencefálico, passou por cirurgia e, após melhora clínica, foi liberada cinco dias depois. A professora de 34 anos que também se feriu durante o ataque recebeu alta médica.
  • Funcionários da escola conseguiram imobilizar o adolescente, que foi apreendido pela polícia. Um dos monitores relatou que desarmou o agressor com uma pá encontrada no depósito da escola, atingindo-o pelas costas.

A decisão atendeu ao pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e, segundo o promotor Alexandre Vinícius Murussi, o adolescente foi responsabilizado por atos infracionais equivalentes aos crimes de homicídio e tentativa de homicídio.

Adolescente agiu sozinho

Durante as investigações, a PCRS concluiu que o adolescente agiu sozinho. De acordo com o delegado Jorge Fracaro Pierezan, responsável pelo caso, o jovem participava, ainda que superficialmente, de comunidades on-line que tratavam de ataques. A perícia em celulares da família reforçou essa linha de apuração.

Imagens de câmeras de segurança mostram o trajeto do adolescente no dia 8 de julho. Ele saiu de casa, foi a um bazar onde comprou bombinhas para assustar os alunos e, após retornar para casa, dirigiu-se à escola. Segundo o delegado, a escolha da unidade teria sido aleatória.

Treinamento de evacuação da escola

O delegado destacou que a tragédia não foi ainda mais grave graças ao preparo da escola. Um treinamento de evacuação havia sido realizado uma semana antes do ataque. “Isso foi fundamental. As crianças souberam como agir diante do perigo.

A escola foi esvaziada em dois minutos. Uma professora, ao perceber a situação, abriu os portões — que normalmente ficam trancados — e criou uma rota de fuga. Se os portões estivessem fechados, os alunos ficariam encurralados. As crianças correram como haviam aprendido; apenas uma chegou a cair”.

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