
Após a exoneração de Washington Reis (MDB) da Secretaria de Transportes do estado do Rio pelo governador em exercício Rodrigo Bacellar (União), Reis disse que não confiava em sua assinatura e esperaria o retorno de Cláudio Castro (PL) para reverter a decisão. Em uma confusão que está animando as festas julinas da política do Rio de Janeiro.
Bacellar, que não é conhecido por ter papas na língua, disse em entrevista que Reis “é inelegível e depende de Eduardo Paes e Lula para reverter sua prisão” e que “é de um grupo diferente“. O pré-candidato a governador se coloca como do grupo de Jair Bolsonaro, de direita. Afinal, o bolsonarismo é um grande puxador de votos no estado do Rio.
Vídeo resgata declaração antiga de Bacellar sobre suas origens
Mas adversários encontraram um trecho de outra entrevista, quando uma disputa dentro do próprio PL quase não o elegeu Bacellar presidente da Alerj. Em que o próprio diz que sua “vida pregressa é sindical, a sua origem toda sempre foi de esquerda”.
É claro, nada que se compare aos muitos partidos de Eduardo Paes, que foi PV, PFL, PTB, PSDB, DEM, PSD. Mas Rodrigo Bacellar se elegeu em 2018 pela primeira vez pelo centro-esquerda Solidariedade, depois indo para o Partido Liberal e, finalmente, no União Brasil.
