Barroso comenta as sanções e diz que não existe perseguições políticas no Brasil


Durante a sessão plenária desta quarta-feira, 17, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, comentou as sanções dos Estados Unidos (EUA) ao Brasil e a ministros do STF.

“É simplesmente injusto punir o país, suas empresas e seus trabalhadores por decisões tomadas a partir de provas”, disse o juiz do STF.

Barroso rebateu ainda as acusações segundo as quais há censura no Brasil. “Pelo contrário, temos plena liberdade de expressão, apesar das críticas ao Judiciário”, disse. “Recebo diariamente, de veículos de imprensa e de blogs, as críticas mais ácidas ao governo, ao Congresso e, sobretudo, ao STF. Muitas delas grosseiras e ofensivas. Todos esses veículos continuam no ar, sem qualquer abalo. Lê quem quer, acredita quem quer.”

De acordo com o presidente do STF, as remoções de conteúdo determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes miraram “crimes de ameaça, e não opiniões”. “O exemplo mais emblemático foi a postagem que divulgava o endereço do delegado de um inquérito, com o nome de sua mulher e filhos, e convocava pessoas para hostilizá-los”, declarou.

Barroso nega “perseguição política” ao comentar sanções dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, realiza uma reunião de gabinete na Casa ...
O presidente Donald Trump realiza uma reunião de gabinete na Casa Branca – 26/8/2025 | Foto: Jonathan Ernst/Reuters

O magistrado também rejeitou que haja perseguição política no Brasil. Ele sustentou que as condenações de envolvidos nos atos de 8 de janeiro se basearam em provas documentais e colaborações premiadas que apontaram plano para assassinar autoridades, decreto de estado de exceção, manipulação de relatórios das Forças Armadas e incentivo a acampamentos em frente a quartéis. “Não existe caça às bruxas ou perseguições políticas”, disse. “Tudo o que foi feito baseou-se em provas, evidências exibidas publicamente.”

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