
Luís Roberto Barroso marcou sua despedida da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) em tom festivo. Durante um jantar realizado nesta quinta-feira (25), ele interpretou o samba “Eu e Você Sempre”, clássico de Jorge Aragão, acompanhado da banda brasiliense Samba Urgente.
O evento, promovido em Brasília pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e pelo Conselho dos Presidentes dos Tribunais de Justiça (Consepre), reuniu ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como João Otávio de Noronha, além de representantes de entidades de classe, servidores do Supremo e jornalistas.
Cantar em ocasiões públicas já se tornou uma marca de Barroso, que costuma encerrar cerimônias ou encontros com apresentações musicais.
Na noite anterior, o ministro já havia oferecido um jantar reservado para marcar a transição no comando do STF. Entre os convidados estavam integrantes da Corte e lideranças políticas, como os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
— VIDRAÇA TAMBÉM É GENTE, GENTE… (@VidrsGente) September 26, 2025
Luís Roberto Barroso participou nesta quinta-feira (25) de sua última sessão do Plenário como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (29), ele passará o cargo ao ministro Edson Fachin.
“Ninguém é bom demais, ninguém é bom em tudo. E, sobretudo, ninguém é bom sozinho. E quem vive num colegiado sabe bem disso. Na verdade, nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos. E acho que foi isso que deu ao Supremo a força para fazer a importante resistência que conseguimos fazer, ao lado da sociedade civil, da imprensa e de múltiplos segmentos da sociedade”, afirmou em discurso de despedida.
Barroso entende ser necessário que o país viva um novo recomeço, um novo tempo de esperanças para conseguir a pacificação almejada pela sociedade. No entanto, segundo ele, isso não significa que as pessoas devam abrir mão das suas convicções, dos seus pontos de vista e da sua ideologia.
“Pacificação tem a ver com civilidade, com a capacidade de respeitar o outro na sua diferença e compreender que quem pensa diferente de mim não é meu inimigo, é meu parceiro na construção de uma sociedade aberta, de uma sociedade plural”, enfatizou.
Barroso disse que a Constituição de 1988 desenhou um modelo em que o STF é chamado a ‘decidir’ diversas questões que em outros países são definidas pelos outros Poderes.
Em seu entendimento, esse ‘arranjo institucional’, com toda sua complexidade, proporcionou ao país 37 anos de democracia e ‘estabilidade institucional’.
“Nesse período, não houve desaparecidos, ninguém foi torturado, ninguém foi aposentado compulsoriamente. Todos os meios de comunicação, impressos ou digitais, manifestam-se livremente”, pontuou.
Ainda segundo o presidente, apesar do desgaste de decidir as questões mais divisivas da sociedade brasileira, o STF cumpriu bem o seu papel de ‘preservar’ o Estado de Direito e de promover os ‘direitos fundamentais’. (Foto: reprodução; Fontes: UOL; STF)
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Luís Roberto Barroso marcou sua despedida da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) em tom festivo. Durante um jantar realizado nesta quinta-feira (25), ele interpretou o samba “Eu e Você Sempre”, clássico de Jorge Aragão, acompanhado da banda brasiliense Samba Urgente.
O evento, promovido em Brasília pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e pelo Conselho dos Presidentes dos Tribunais de Justiça (Consepre), reuniu ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como João Otávio de Noronha, além de representantes de entidades de classe, servidores do Supremo e jornalistas.
Cantar em ocasiões públicas já se tornou uma marca de Barroso, que costuma encerrar cerimônias ou encontros com apresentações musicais.
Na noite anterior, o ministro já havia oferecido um jantar reservado para marcar a transição no comando do STF. Entre os convidados estavam integrantes da Corte e lideranças políticas, como os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
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Luís Roberto Barroso participou nesta quinta-feira (25) de sua última sessão do Plenário como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (29), ele passará o cargo ao ministro Edson Fachin.
“Ninguém é bom demais, ninguém é bom em tudo. E, sobretudo, ninguém é bom sozinho. E quem vive num colegiado sabe bem disso. Na verdade, nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos. E acho que foi isso que deu ao Supremo a força para fazer a importante resistência que conseguimos fazer, ao lado da sociedade civil, da imprensa e de múltiplos segmentos da sociedade”, afirmou em discurso de despedida.
Barroso entende ser necessário que o país viva um novo recomeço, um novo tempo de esperanças para conseguir a pacificação almejada pela sociedade. No entanto, segundo ele, isso não significa que as pessoas devam abrir mão das suas convicções, dos seus pontos de vista e da sua ideologia.
“Pacificação tem a ver com civilidade, com a capacidade de respeitar o outro na sua diferença e compreender que quem pensa diferente de mim não é meu inimigo, é meu parceiro na construção de uma sociedade aberta, de uma sociedade plural”, enfatizou.
Barroso disse que a Constituição de 1988 desenhou um modelo em que o STF é chamado a ‘decidir’ diversas questões que em outros países são definidas pelos outros Poderes.
Em seu entendimento, esse ‘arranjo institucional’, com toda sua complexidade, proporcionou ao país 37 anos de democracia e ‘estabilidade institucional’.
“Nesse período, não houve desaparecidos, ninguém foi torturado, ninguém foi aposentado compulsoriamente. Todos os meios de comunicação, impressos ou digitais, manifestam-se livremente”, pontuou.
Ainda segundo o presidente, apesar do desgaste de decidir as questões mais divisivas da sociedade brasileira, o STF cumpriu bem o seu papel de ‘preservar’ o Estado de Direito e de promover os ‘direitos fundamentais’. (Foto: reprodução; Fontes: UOL; STF)
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